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De acordo com auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se apropriou indevidamente de 128 presentes – 17 deles de “elevado valor comercial” – que deveriam ter sido incorporados ao Patrimônio da União. Esses presentes foram recebidos por ele de autoridades estrangeiras, durante seu mandato na Presidência da República.
A Secretaria de Controle Externo do TCU quer que a Presidência da República faça uma reavaliação de todos os presentes que foram recebidos pelo governo de Jair Bolsonaro. Pede ainda que um procedimento seja instaurado pelo atual governo para descobrir se existem “outros possíveis bens ofertados ao ex-presidente da República, à ex-primeira-dama, a parentes do ex-presidente ou a quaisquer outras pessoas ou agentes públicos que tenham feito parte de comitiva presidencial, ou representado o ex-presidente em eventos oficiais no Brasil ou no exterior”.
Bolsonaro, segundo o TCU, recebeu 9.158 presentes, sendo 295 de autoridades estrangeiras; 240 foram incorporados ao patrimônio privado do ex-presidente e 55, ao Patrimônio da União. Entre esses presentes estão camisas, porta-joias, vasos decorativos, esculturas e outros.
O relatório da Secretaria de Controle Externo do TCU informa que o governo de Jair Bolsonaro não apresentou nenhuma justificativa para se apropriar desses presentes, em vez de registrá-los como Patrimônio da União.
O valor total dos 55 bens entregues ao Patrimônio da União foi estimado em R$ 449,4 mil.