Nacional e Remo empataram em 2 a 2, hoje (09/03), na partida inaugural da Arena da Amazônia, com um público superior a 20 mil pessoas. O time amazonense, completamente desentrosado, chegou a estar perdendo por 2 a 0, com dois gols de cabeça do zagueiro remista Max (32′ do 1º e 15′ do 2º) , mas empatou e teve chance de virar o placar. No final, a festa foi paraense.
O Remo vai enfrentar o arquirrival Paysandu, na semifinal da Copa Verde, enquanto o outro confronto será entre Brasiliense e Brasília, ambos do Distrito Federal. Ontem (08/03), o Princesa do Solimões também deixou a Copa Verde, eliminado pelo Paysandu, após perder o confronto por 6 a 1, em Belem, e a volta por 2 a 1, no Gilbertão, em Manacapuru.
A torcida fez a festa e vibrou com o estádio. Tudo, porém, é muito novo. Todos estavam acostumados a estacionar ao lado do portão e tiveram que deixar o carro a até um quilômetro de distância. Houve muita reclamação e transtornos nos arredores. Após a chegada, no entanto, com os lugares marcados, foi muito fácil ocupar os assentos e a saída não teve qualquer problema.

Arena foi amplamente aprovada pelo povo, que usou todos os lugares disponibilizados no jogo. Foto: Clayton Viana/ Sejel/ Divulgação
Jogo
Os problemas maiores foram com o time amazonense. O Nacional fez um treino “secreto”, na sexta-feira, às 18h, no gramado da Arena da Amazônia. Oferecer esse tipo de “vantagem” ao time da casa é muito comum, em todos os estádios do País. A diferença, quando a bola rolou, se esvaiu em poucos minutos. O Remo logo se encontrou no campo e começou a tocar de igual para igual.
Com o jogo nivelado – por baixo -, surgiu o total desentrosamento do Nacional. O time acumulou momentos em que os meio-campistas, com a bola nos pés, abriam os braços e pediam aos companheiros que se deslocassem para receber.
Os dois gols do Remo saíram em jogadas de bola parada. Na primeira, cobrança de escanteio, Max saltou entre os zagueiros para fazer 1 a 0, aos 32′ do primeiro tempo. O segundo veio de uma falta feita sem qualquer necessidade, na lateral do campo, em que Negretti chegou na bola empurrando o atacante. Na cobrança, Max, novamente, escorou de cabeça e mandou no ângulo, sem chance para Jairo, aos 14′ do segundo tempo.

O goleiro nacionalino Jairo só podia mesmo olhar, depois que a zaga falhou em conter Max, nos gols do Remo. Foto: Ricardo Oliveira
O Nacional perdia as esperanças de classificação. Aí veio o imponderável do futebol. A conexão meio-campo ataque funcionou. Chapinha se livrou de dois marcadores pela esquerda, passou para Jairo, daí para Eder e este a Jeferson Recife, que tirou do goleiro Fabiano, com uma pequena ajuda – ironia do destino – do zagueiro Max. Nacional 1 a 2 Remo.
O meia Nando, que pagou geral com os companheiros, depois de jogadas infantis que levaram a ataques perigosos do Remo, tentou cruzar uma bola na pequena área e errou o chute, daquele jeitinho das piores peladas. No momento seguinte, ao bater uma falta, chutou no vazio anel superior do estádio. A torcida passou a vaiá-lo toda vez que tocava na bola, aos gritos de “ameba” e “Qualhada” (personagem de Chico Anísio que não jogava nada). Com personalidade, ele soube esperar o momento certo e, aos 42′, acertou um “pombo sem asa”, de fora da área, no ângulo, empatando o jogo. De vilão passou a herói.
“Paysandu, pode esperar, a tua hora vai chegar”, entoaram os 80 barulhentos integrantes da Torcida Remista, que vieram de Belém para incentivar o clube, engrossados por moradores de Manaus, quando o Remo ganhava por 2 a 0. O confronto entre os dois clubes paraenses será uma revanche da final do 1º turno, vencido pelo Leão em cima do Papão da Curuzu.
Ficha técnica
Nacional – Jairo; Daílson (Amaral), Índio, Rodrigão e Fabinho (Nando); Romarinho (Jeferson Recife), Negretti, Éder e Chapinha; Fabiano e João Douglas. Técnico: Francisco Diá.
Remo – Fabiano; Diogo Silva, Raphael Andrade, Max e Alex Ruan; Dadá, Ilaílson (Jhonnatan), Athos e Eduardo Ramos (Ted); Leandrão (Leandro Cearense) e Thiago Potiguar. Técnico: Charles Guerreiro.
Cartão amarelo: Negretti (Nacional), Thiago Potiguar (Remo), Índio (Nacional). Local: Arena da Amazônia. Árbitro: Wagner Reway (Fifa/MT). Assistentes: Rogério de Oliveira Braga e Thyago Costa Leytão (PI).