13/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Operação Venire: Major preso disse saber quem é o mandante da morte de Marielle Franco

Publicado em 03 de maio, 2023

O major reformado Ailton Gonçalves Moraes Barros e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (3), durante a Operação Venire, o major reformado do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros disse, por meio de mensagens enviadas ao ex-vereador Marcelo Siciliano, que sabia quem é o mandante dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.

As mensagens de Ailton Barros foram descobertas durante a investigação da PF. Nelas, o major reformado contou que sabia que haviam tentado armar algo para Marcelo Siciliano no caso.

Siciliano foi um dos alvos de busca e apreensão da operação de hoje, que investiga a inclusão de dados falsos sobre vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Além dele, outras 15 pessoas foram alvos de busca e apreensão da PF, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Operação Venire foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Atentado

Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018. O carro em que Marielle estava, conduzido por Anderson, foi alvejado por 13 tiros no Centro do Rio de Janeiro. Marielle, que foi a quinta vereadora mais votada daquela legislatura, tinha acabado de sair de uma roda de conversa com mulheres pretas, e foi assassinada com quatro tiros na cabeça.

Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle Franco, foi a única sobrevivente do atentado. Ela estava no carro quando a parlamentar e o motorista foram atingidos. Fernanda diz que apenas o delegado que assumiu o caso entre 2018 e o início de 2019, Giniton Lages, a chamou para prestar depoimento. Ela só voltou a ser procurada em janeiro deste ano pelo Ministério da Justiça, quando participou de uma reunião com assessores da pasta.

As investigações levaram à prisão de dois executores: o policial militar reformado Ronnie Lessa, por ter atirado na vereadora; e o motorista e ex-policial militar Elcio de Queiroz. Os motivos e os líderes do atentado permanecem desconhecidos.

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