Escritora Ana Peixoto aborda em sua obra voltada à literatura infantil, as frutas, bichos e demais elementos da Amazônia.
Foto: Arquivo/Semcom
Poesia, prosa, história contemporânea ou infantil, este são os gêneros literários abordados em alguns dos sete livros indicados pela editora Valer – e por ela publicados -, escritos por autoras regionais, indicados para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, 8/3, e que valem a pena serem acrescentados à lista de leitura deste ano. Para adquirir qualquer uma das obras, basta acessar www.editoravaler.com.br ou pedir pelo WhatsApp (92) 99613-1113.
Ritmos de inquieta alegria – Violeta Branca
Ritmos de inquieta alegria é uma obra que se define pelo lirismo e vivacidade no tratamento dos temas. Compõe-se de poemas em que se destaca a ânsia de vida e liberdade, associadas a um forte desejo de descoberta dos mistérios do mundo. É um livro expressivo de um espírito irresignado, jovem e ousado. Violeta Branca, ao publicá-lo, em 1935, aos 19 anos, surge para a literatura como uma poetisa promissora. O livro mereceu uma apreciação entusiasmada do saudoso intelectual Rodrigo Octavio e boa acolhida por parte da crítica.
Amazônia colônia do Brasil – Violeta Loureiro
Neste livro, Violeta Loureiro toma a sua história, no que se refere à sua formação intelectual, para nos oferecer uma compreensão da Amazônia contemporânea. Essa é uma característica singular da obra. No que tange à pesquisa, a tese sustentada pela autora chama a atenção pela forma como os argumentos são construídos e, também, pelas referências com as quais ela dialoga. Trata-se do entendimento de que a Amazônia tem o seu passado e o seu presente como Colônia. Outrora, o seu explorador foi Portugal; hoje, o que nos deixa perplexos, é o próprio Brasil, que a subordina a essa condição, que é um impedimento para o seu pleno desenvolvimento e para a melhoria de vida da sua população. A obra é indispensável para pesquisadores e para o público em geral.
Íntima fuligem – Astrid Cabral
Esta é uma das mais belas e trágicas obras de Astrid Cabral. Reúne um conjunto de poemas em que ela busca alcançar, na sua crueza, a compreensão da condição humana. Nesse sentido, os temas dominantes são: a morte, a solidão, a dor, a memória, a mudez, a perda das pessoas amadas e a passagem do tempo: Agora a dádiva cabe / a vermes e raízes: / que vá meu corpo inerte / ao vão da terra fria. É, também, uma busca do que é essencial ao ofício do poeta e do exercício minucioso de lapidar a palavra.
Histórias de bichos da Amazônia – Ana Peixoto
Esta é mais do que uma mera história, tendo em vista que se trata de uma narrativa sateré-maué. Na narrativa vê-se a história do alto/baixo, presente em todas as culturas. Este livro é um passeio pela fauna regional: um encontro com bichos como o papagaio, a cobra, o jabuti, a coruja e o sapo. Trata-se de uma mensagem de preservação do meio ambiente.
Meninos-árvores – Daniele Soares
Este livro nasceu inspirado pelo cenário, pela narrativa e imagens que se instalaram na memória de uma criança, se fortaleceram na adolescente e se transformaram em palavras na escritora. Ele é uma revelação de amor e de agradecimento de uma neta para sua avó – dona Joaquina: pelas bocas da noite em que se sentava, na cadeira de macarrão vermelha, e narrava histórias que ultrapassaram gerações. Elas continuarão, poque Danielle Soares as guarda e as projeta para o futuro. Esta obra é fruto dessa memória.
Senhoras da Justiça 2ª edição – Graça Figueiredo
A autora traz uma reflexão sobre a presença da mulher no desenvolvimento da sociedade no mundo. Este livro tenciona confirmar a ação da mulher nas esferas da interpretação do direito e da administração da justiça.
Contos que não mais contarei – Cacilda Barboza
Este livro surge como uma novidade na literatura amazonense, porque inaugura a literatura do grotesco entre nós. Ele tem origem nas histórias contadas por ribeirinhos, seringueiros e indígenas, recolhidas pelo irmão da autora. Cacilda Barboza transforma e dá perenidade à visão de mundo a muitos que habitam nas margens dos nossos rios e nos interiores das nossas florestas.
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