
No próximo sábado, 25, Ministério da Saúde irá promover uma ação de vacinação contra a Covid-19 destinada aos povos ianomâmis.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Mais de 5 mil atendimentos médicos ao povo ianomâmi foram realizados desde o início da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) ter sido declarada na terra indígena localizada no oeste de Roraima e norte do Amazonas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 20/2, pelo Ministério da Saúde.
A atenção médica a essa população está sendo feita em polos base localizados na própria terra indígena ianomâmi e em unidades de saúde localizadas em Boa Vista: o Hospital Geral, o Hospital da Criança e um hospital de campanha montado para atender à emergência humanitária.
A Casa de Saúde Indígena (Casai) Ianomâmi, centro de acolhimento para receber os indígenas durante tratamento médico em Boa Vista, também está recebendo pessoas doentes.
Entre os problemas de saúde enfrentados pelos ianomâmis estão casos de malária, diarreia aguda, pneumonia, tuberculose e desnutrição, muitos deles envolvendo crianças.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre as 19 crianças que estão sendo acompanhadas na Casai com quadro grave de desnutrição, 15 delas evoluíram para um quadro moderado.
O Ministério da Saúde informou ter enviado, desde o início da situação de emergência, 103 profissionais da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender os ianomâmis. Também foram entregues 5,5 mil cestas de alimentos em caráter emergencial.
A previsão é entregar mensalmente 12,6 mil cestas, que devem atender 21 mil pessoas em 282 comunidades priorizadas por estarem em situação de insegurança alimentar.
Foram enviados 14,3 mil testes diagnóstico para a malária e mais de 240 mil medicamentos para tratamento da doença para a terra indígena ianomâmi. Aproximadamente 20 mil doses de vacina bivalente contra a Covid-19 estão destinadas à população ianomâmi, cuja imunização deve ser iniciada no próximo sábado, 25.
Agência Brasil
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