
Aprovação do mestrado para indígenas do Alto Solimões irá permitir a qualificação dos povos daquela região.
Foto: Ingrid Anne/Fiocruz Amazônia
O Conselho Deliberativo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) aprovou nesta semana as propostas de criação de um mestrado em Saúde Coletiva, fora da sede, para a formação de sanitaristas indígenas na região do Alto Solimões, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVida).
A reunião, que ocorreu de modo presencial, na sede da entidade, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul, na última terça-feira, 24/1, contou com transmissão on-line e foi presidida pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken.
Por maioria de votos, os conselheiros aprovaram a proposta de criação da primeira turma fora da sede do PPGVida, destinada única e exclusivamente a indígenas da região de fronteira do Alto Solimões. A iniciativa, coordenada pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, foi apresentada aos presentes, destacando que o objetivo principal é o de permitir a qualificação de indígenas graduados em diversas áreas do conhecimento para compreender o campo da saúde coletiva, com foco na região da tríplice fronteira amazônica.
“O mestrado em Saúde e Condições de Vida funcionará como sala estendida para qualificar profissionais indígenas para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde, incidentes entre os povos indígenas, mediante a confluência de epistemologias geradas pelo pensamento tradicional e os enfoques atuais da saúde coletiva”, defendeu Garnelo.
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