06/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Brasil passa a operar caças Gripen, os mais avançados da América Latina

Publicado em 19 de dezembro, 2022

Brasil passa a operar caças Gripen, os mais avançados da América Latina

Após 16 anos do lançamento do projeto FX-2, o caça sueco F-39 Gripen E/F entra em operação nesta segunda-feira (19) na Força Aérea Brasileira (FAB). Trata-se da mais moderna aeronave em operação na América Latina, que vai equipar o 1.º Grupo de Defesa Aérea (1.º GDA), em Anápolis (GO).

“O recebimento das primeiras aeronaves Gripen simboliza um marco para a Força Aérea Brasileira. É a concretização de um projeto de longo prazo, que se traduz agora em capacidades operacionais que o País nunca teve”, disse o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, comandante da FAB.

A renovação da aviação de caça é um dos principais projetos estratégicos do Ministério da Defesa. Inicialmente, ele previa a compra e a entrega até 2027 de 36 Gripen por US$ 3,7 bilhões ou R$ 20 bilhões em valores atuais.

Mas outras quatro aeronaves foram acrescidas neste ano ao contrato em vigor, totalizando 40 caças, que serão produzidos pela Saab em parceria com a Embraer. A FAB estuda ainda adquirir mais 26 Gripen por meio de outro contrato.

“Considero que, diante das dimensões continentais que o país possui, a aquisição de um segundo lote é uma necessidade que deve ser imediatamente analisada”, afirmou o comandante da FAB. Para ele, apesar das dificuldades fiscais do Brasil, é preciso que seja assegurado o fluxo de recursos para que o projeto mantenha “uma cadência de entregas adequada”.

As quatro primeiras unidades fabricadas na Suécia e trazidas para o Brasil em navios serão incorporadas amanhã ao 1.º GDA. As 15 últimas do primeiro lote de 36 caças serão construídas no país.

“As parcerias formadas entre Brasil e Suécia garantem uma ampla transferência de tecnologia, que tem resultado em benefícios significativos em toda a cadeia produtiva envolvida”, disse Baptista Junior.

O acordo para a compra do Gripen prevê ainda o treinamento de dois anos para 350 profissionais que vão cuidar da preparação das aeronaves na planta da Saab em São Bernardo do Campo e da montagem final na planta da Embraer, em Gavião Peixoto (SP).

Foi ali que pilotos de prova da FAB, da Embraer e da Saab executaram ensaios em voo, parte do programa de transferência tecnológica, para que os caças recebessem a licença inicial de operação. Só então os quatro aparelhos puderam ser transferidos para o 1.º GDA, na Base Aérea de Anápolis (BAAN).

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