
Pai de atirador em escolas do Espírito Santo diz que filho fez ‘algo terrível’; quatro pessoas foram mortas
O pai do adolescente de 16 anos, tenente da Polícia Militar, Fábio Castiglione, que cometeu um atentado a tiros contra duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, afirmou que o filho fez “algo terrível” e que vai pedir desculpas às famílias das vítimas em “momento oportuno”. Quatro pessoas morreram, conforme o mais recente boletim da Secretaria da Saúde do Estado.
“Meu filho cometeu algo terrível, que nunca poderia ao menos imaginar”, disse à reportagem o pai do atirador, que foi apreendido e vai responder por ato infracional análogo aos crimes quatro homicídios qualificados e nove tentativas de homicídio qualificado. Os agravantes são o motivo fútil e a impossibilidade de defesa das vítimas.
Tenente da Policia Militar capixaba, o pai havia publicado nas redes sociais uma foto da capa do livro “Minha Luta”, em que Adolf Hitler expôs suas ideias antissemitas. A publicação gerou debates nas redes sociais, com pessoas associando o pai à ação do filho.
“Você quer saber de livro da biografia de Hitler. Livro péssimo. Li e odiei”, afirmou o PM à reportagem, sobre a obra considerada referência ideológica para neonazistas. Ele não comentou o fato de o filho ter usado, conforme apuração da polícia, uma suástica na roupa durante o atentado em uma escola pública e outra particular no norte do Espírito Santo.
O policial também não quis comentar como o filho teve acesso à sua arma e ao carro da família e pediu para que a dor dele fosse respeitada.
O jovem que cometeu os ataque tem 16 anos e usou a arma do pai. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o atirador entra em uma das escolas, com um brasão em um dos braços. O governador do estado, Renato Casagrande, confirmou se tratar de um símbolo nazista.
Os atentados deixaram em pânico centenas de pessoas e mataram três, na manhã de sexta-feira (25/11), em Aracruz (ES). Ontem, uma professora internada em estado grave, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Foi com a arma do pai, uma pistola .40, que o adolescente abriu fogo em dois centros de ensino. Ele também portava um revólver calibre .38 e usou o carro do pai para chegar e sair dos locais, sempre com a placa tampada.