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Vinte anos após o assassinato do casal Marísia, 50, e Manfred von Richthofen, 49, a mansão onde a família morou, localizada na zona Sul de São Paulo, continua desocupada, mesmo tendo sido vendida por R$ 1,6 milhão após o crime.
O casal foi morto com golpes de barras de ferro na cabeça enquanto dormia, no dia 31 de outubro de 2002. Suzane von Richthofen, filha do casal, e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, namorado e cunhado da jovem, confessaram o crime e foram presos pela polícia. Os dois entraram na residência e mataram o casal a pedido dela.
Enquanto Suzane ficou na sala, eles subiram ao quarto do casal, com os rostos cobertos com meia-calças e usando luvas cirúrgicas. Daniel assassinou Manfred com golpes de barra na cabeça. Depois colocou um saco plástico na cabeça dele. E Cristian matou Marísia com pancadas de ferro no crânio. As vítimas não resistiram aos ferimentos e faleceram no local.
Os três alegaram, de acordo com o Ministério Público (MP), que decidiram matar o casal porque os pais de Suzane não aprovavam o namoro dela com Daniel. Após os assassinatos, o trio ficaria com o imóvel, o dinheiro e outros bens da herança da família.
Os irmãos ainda roubaram R$ 8 mil e US$ 5 mil em dinheiro e joias. Pegaram um revólver que estava na casa e deixaram ao lado do corpo de Manfred para simular que ele tentou se defender de um roubo, mas que teria sido foi morto por um suposto assaltante.
Em 2006, Suzane, Daniel e Cristian foram condenados a mais de 30 anos de prisão. As penas deles deverão ser extintas entre 2038 e 2043. Suzane cumpre a punição no semiaberto na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Cristian também está no mesmo regime e na mesma cidade. Daniel está em liberdade.
Manfred von Richthofen comprou a mansão em 1998, por R$ 330 mil. Em 2014, Suzane abriu mão da herança após uma disputa judicial com o irmão Andreas. No mesmo ano, ele vendeu o imóvel por metade do valor de mercado. Os atuais donos são um engenheiro e uma dentista, que após a compra decidiram reformar a mansão – que nunca foi ocupada por nenhum morador.
Vizinhos dizem que o dono do imóvel e um jardineiro visitam a mansão eventualmente, mas não moram nela.