10/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Corpo de indigenista morto em 2019 é exumado após PF constatar falhas em perícia realizada na época do crime

Publicado em 27 de outubro, 2022

Maxciel Pereira dos Santos foi morto com um tiro na cabeça em 6 de setembro de 2019 em Tabatinga. Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) encontrou falhas na perícia realizada no corpo do indigenista Maxciel Pereira dos Santos, que foi assassinado em setembro de 2019, no município de Tabatinga. Em nota à imprensa divulgada nesta quinta-feira (27/10), a PF informa que um novo exame pericial foi solicitado aos peritos criminais federais para “sanar as falhas verificadas”.

A nova perícia foi feita no início deste mês, em Brasília, a partir da exumação dos restos mortais de Maxciel.

“Foi realizado exame de imagem – tomografia computadorizada. Também foi feito, complementarmente, e a ser concluído em momento posterior, exame antropológico forense. As conclusões deste deverão ser expostas em laudo próprio ainda a ser emitido”, diz a nota.

De acordo com os novos exames, “o crânio da vítima fora atingido por um único disparo que incidiu sobre a região têmporo-parietal. A causa da morte, portanto, devido a traumatismo cranioencefálico decorrente de um disparo de projétil de arma de fogo transfixante”.

“No entanto, a partir da documentação apresentada e do próprio croqui disponibilizados a partir do trabalho pericial realizado em 2019, não se pode descartar taxativamente que tenha ocorrido outro disparo, conforme narrado pela esposa da vítima (que estava presente no momento do ocorrido)”, explica a PF.

“Um outro possível disparo pode tenha atingido somente tecidos moles da vítima, não sendo viável a constatação no exame realizado no início deste mês, visto que fragmentos ósseos foram objeto de análise”, finaliza o comunicado.

Maxciel Pereira dos Santos era servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) e foi morto com um tiro na cabeça em 2019, em Tabatinga. Ele dirigia uma motocicleta quando foi atingido por volta das 18h30 do dia 6 de setembro daquele ano. O servidor foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o hospital do Exército, mas não resistiu aos ferimentos.

A suspeita da família de Maxciel é de que o homicídio tenha sido uma retaliação pelo trabalho que ele desenvolvia com indígenas na região do Vale do Javari – mesma região onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados em junho deste ano.

Até hoje, ninguém foi preso pelo assassinato de Maxciel.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.