01/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Operação Teia Dourada, da PF, prende suspeito de garimpo ilegal em terras indígenas no Pará

Publicado em 25 de outubro, 2022

Operação Teia Dourada também investiga lavagem de dinheiro. Foto: Divulgação

A Polícia Federal prendeu uma pessoa com quase 1,5 quilo de ouro ilegal em Altamira, na manhã de hoje (25). O flagrante foi durante a Operação Teia Dourada contra o garimpo ilegal em terras indígenas.

A investigação apura suspeita de que pessoas ligadas a garimpeiros teriam repassado mais de R$ 35 milhões em ouro para negociadores em Altamira, revendidos a joalherias de vários estados do Brasil. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, com a participação de 20 policiais federais. A medida busca reprimir crimes de extração e venda ilegal de ouro e lavagem de capitais.

De acordo com a PF, os suspeitos atuaram ilegalmente nas reservas indígenas Pakissamba, Curuaia e Araras. Um dos alvos de mandado estava com 1.455,62 gramas em ouro e R$ 17,9 mil. O dinheiro também foi apreendido. Essa pessoa seria uma das responsáveis por vender ouro ilegal dos garimpos.

Há indícios do crime de lavagem de dinheiro, uma vez que o lucro com o comércio ilegal era ocultado para disfarçar sua origem ilícita. De 2020 a 2022, os investigados teriam movimentado mais de R$ 35 milhões no comércio de ouro entre os garimpos e os revendedores.

A Operação Teia Dourada investiga os crimes de execução de pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem autorização, usurpação de bens da União e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 16 anos de prisão.

Agência Brasil

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