Após rejeitar uma nova proposta de acordo coletivo apresentada pela Petrobras nesta segunda-feira (21.10), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) volta a se reunir, na manhã desta terça-feira (22), na sede da estatal no Rio de Janeiro, para negociação por reajuste salarial. No Amazonas, o movimento grevista dos petroleiros entra no 6º dia e envolve aproximadamente 500 trabalhadores.
De acordo com o coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM), Acácio Viana, a expectativa é por uma melhor proposta para a categoria nesta terça-feira (22). “A última apresentada pela Petrobras foi rejeitada ainda na mesa de negociação pela FUP”, disse, ao referir a elevação de 7,68% para 8% para o reajuste salarial dos trabalhadores da ativa, com ganho real de até 1,8%. A categoria pede a reposição da inflação mais 5% de ganho real.
Conforme Viana, no Estado, a greve tem adesão de 90% dos trabalhadores do regime de turno e 60% da área administrativa, ao somar 500 petroleiros. Ele assegurou que, embora o contingente representativo de braços cruzados, não há prejuízos às atividades da Petrobras. “A empresa tem utilizado os que ‘furam’ a greve para fazer uma força-tarefa e evitar redução nas atividades”, ressaltou.
A paralisação dos petroleiros no Amazonas e em todo país vai além das reivindicações para beneficiar trabalhadores próprios, ao alcançar os terceirizados também. No Estado, inclusive, esse apoio tem sido marcado por movimentos em frente à Refinaria de Manaus. Nas últimas quinta (17), sexta (18) e nesta segunda (21), a categoria protestou pela instituição do Fundo Garantidor, para evitar que empresas terceirizadas “quebrem” ou entrem em recuperação judicial e deixem de pagar esses trabalhadores.