
EXCLUSIVO Ponte do Exército garantirá o tráfego na BR-319. Governador Wilson Lima (foto) foi ao local
Uma ponte de treliças, com 60 metros de extensão, será utilizada na BR-319 (Manaus-Porto Velho), substituindo a que caiu nesta quarta (28/09), no KM-010. A informação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela manutenção da rodovia. O Exército Brasileiro, proprietário do artefato, providencia o deslocamento e a colocação deve iniciar amanhã, no máximo.
A colocação da nova ponte deve ser concluída em três dias. Até lá, a travessia do rio Curaçá, onde a ponte que caiu estava localizada, será feita em balsas do Governo do Amazonas. O governador Wilson Lima está coordenando, pessoalmente, ações da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Secretaria Estadual de Saúde (SES) no local.
O DNIT informou que dez engenheiros estão sendo deslocados de Brasília para verificar as causas do acidente. Eles farão os primeiros estudos para a construção da nova ponte. “É um trabalho para, pelo menos, um ano”, calcula Afonso Lins, ex-superintendente do DNIT no Amazonas. Isso inclui licitação e outras providências burocráticas.
A gestão da BR-319, por uma portaria do
Afonso Lins revelou ao portal detalhes do que provocou a queda da ponte. Ele é o atual presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM) e ex-superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amazonas.
“Havia uma galeria, na cabeça da ponte, que desalinhou e provocou uma cratera. Em protesto, caminhoneiros pararam em cima da ponte. Havia, sobre ela, entre outros veículos, uma plataforma, com um trator em cima, mais um caminhão baú. Aí tudo desabou”, disse.
A ponte, segundo Afonso, é uma das mais antigas da BR-319.
A cratera a que se refere Afonso Lins era uma depressão grave, formada ao longo da semana passada. Ficou pior na madrugada de domingo para segunda (26/09). Uma carreta chegou a “engasgar” no local, paralisando o trânsito.
O DNIT providenciou o “conserto” do local, ainda segunda-feira. Mas fez apenas um tapa-buracos, diminuindo a depressão e permitindo a passagem de carros. Na manhã desta quarta (28/09), a depressão virou cratera, houve o protesto dos caminhoneiros e a ponte ruiu.