01/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Infecção por Covid aumenta chance de derrame e ataque cardíaco por um ano

Publicado em 21 de setembro, 2022

Infecção por Covid aumenta chance de derrame e ataque cardíaco por um ano

Pessoas que tiveram covid-19 têm mais chances de surgimento de coágulos sanguíneos perigosos por quase um ano depois da infecção. A informação é de um estudo recente, publicado nesta segunda-feira (19) pela revista científica Circulation e divulgado pela Associação Americana do Coração, dos Estados Unidos.

Cientistas das universidades de Bristol, Cambridge, Edimburgo e Swansea – todas do Reino Unido – avaliaram dados de 48 milhões de adultos antes da disponibilização da vacina para apresentar os resultados.

Segundo os dados, entre janeiro e dezembro de 2020, a Inglaterra e o País de Gales registraram 1,4 milhão de diagnósticos da doença, que levaram a 10,5 mil casos de ataques cardíacos, derrames e outras condições em decorrência de coágulos sanguíneos.

O estudo mostrou que o risco de coágulos era maior até 49 semanas depois da infecção. Na primeira semana, o risco de um coágulo de sangue arterial – que pode causar um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral isquêmico – era quase 22 vezes maior em pessoas que tiveram covid. Mas na segunda semana as chances diminuíram quatro vezes.

Entre 27 e 49 semanas, foi possível perceber um aumento de aproximadamente 30% no risco de coágulos arteriais.

Pesquisadores também notaram que as altas chances de coágulos persistiram independentemente de o paciente ter sido hospitalizado por covid-19 – embora os riscos fossem maiores em pessoas que foram hospitalizadas. O estudo também mostrou que os surgimentos eram maiores em negros e asiáticos.

No entanto, os coágulos de forma geral eram raros. O aumento no risco de desenvolver um coágulo arterial nas 49 semanas após o diagnóstico da doença foi de 0,5%. Para um coágulo venoso, o risco foi de 0,25%.

As descobertas reforçam a mensagem de que, para pessoas com problemas cardiovasculares, “tomar medicamentos preventivos estabelecidos e gerenciar seus fatores de risco é ainda mais importante agora do que antes da pandemia”, segundo o autor sênior do estudo, professor Jonathan Sterne da Universidade de Bristol, na Inglaterra.

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