ADRIANA COSTA – Especial para o blog
Detentora do 6º maior PIB (Produto Interno Bruto) do país, a capital amazonense vive a ‘explosão’ de shopping centers. Além dos centros comerciais em franca operação, estão em construção, pelo menos, três empreendimentos e outros dois projetos de implantação no setor estão em fase de estudo.
Na fase de obras estão Manaus Norte Shopping, Via Norte e Grande Circular (ampliação), os dois primeiros com previsão de inauguração no segundo semestre de 2014. Além dessa estrutura disponível na cidade, conforme apurou o Blog, outros dois shoppings de vizinhança — com, em média, 160 lojas — devem integrar essa rede nos próximos anos. Por enquanto, os empresários fazem estudos de mercado para a viabilização dos projetos.
O Manaus Norte Shopping, do grupo DB e localizado no bairro Cidade Nova, terá 42 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), com 2.400 vagas de estacionamento, aproximadamente 200 lojas e 15 operações de fast-food, além de Lazer Games e Boliche. Já estão confirmadas como âncoras, além do próprio Hiper DB, as lojas Renner, Bemol, Riachuelo, TV Lar, Riachuelo, C&A e a rede de cinema UCI, que terá 8 salas no empreendimento.
O Shopping Manaus Via Norte, do grupo Saphyr, está localizado no bairro Santa Etelvina. Com 48 mil metros quadrados de ABL e mais de 180 operações comerciais, o empreendimento tem investimento de R$ 280 milhões. Serão 9 lojas-âncoras, cinco megalojas e estacionamento para 2.800 vagas. A praça de alimentação terá 24 lojas e os cinemas são da rede Stadium. Terá hipermercado, academia, parque infantil, kart e games. O empreendimento virá associado a três torres comerciais, 29 residenciais e 1 hotel.
O Via Norte será multiuso, associado a torres comerciais e residenciais
Como área de lazer e compras, os manauenses têm em atividade Amazonas Shopping, Millennium, Manauara, Manaus Plaza, Studio 5, São José e o recém-inaugurado Ponta Negra, só para citar os grandes.
Expansão é normal
Na opinião do economista Rodemarck Castello Branco, a expansão do setor como um ‘processo normal’ na cidade de Manaus. “Antes somente as classes A e B frequentavam e consumiam em shopping centers. Hoje, por conta da mobilidade social mesmo, não só na capital amazonense, mas em todo país, mais pessoas têm acesso aos centros comerciais e buscam esses locais por segurança, pela variedade de lojas, pelo conforto e por agregar também espaço de lazer”, ressalta.
Para o economista, a única preocupação nesse processo é se os shoppings vão conseguir encontrar lojistas locais para ocupar seus espaços. “Os pequenos, principalmente, sofrem quando se instalam nesses empreendimentos. Os custos são altíssimos, e incluem desde aluguel até gastos com pessoal para atuar de 10h às 22h”, destaca.
Ele menciona que é prática comum no mercado definir, como aluguel, um valor mínimo em reais e também um percentual sobre as vendas. No fim do mês, paga-se o que for maior. “Os custos elevadíssimos acabam por inviabilizar o negócio e, por isso, a alta rotatividade nos shoppings”, analisa.
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