09/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Brasil tem 36 milhões aptos para 4ª dose contra Covid, aponta Ministério da Saúde

Publicado em 20 de julho, 2022

Brasil tem 36 milhões aptos para 4ª dose contra Covid, aponta Ministério da Saúde

Mais de 36,6 milhões de pessoas estão aptas para tomar a quarta dose da vacina contra a Covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde, e podem retornar aos postos de saúde.

São brasileiros que completaram quatro meses de intervalo com a primeira dose de reforço. O governo federal orienta que os imunizantes da Pfizer, Janssen ou AstraZeneca sejam utilizadas nessa etapa.

No Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (20), a aplicação da 4ª dose é ampliada para todas as pessoas a partir dos 35 anos. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), 42,8% dos cariocas a partir de 40 anos – 1.338.602 pessoas – receberam a segunda etapa do reforço.

A SMS-Rio alerta que quem está com sintomas gripais não deve receber a vacina. Essas pessoas precisam procurar uma clínica da família ou centro municipal de saúde para realizar um teste de Covid-19.

No Brasil, dados revelam que 9,43% da população compareceu aos postos de saúde para receber a segunda dose de reforço.

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, avalia que a cobertura está abaixo do esperado, o que pode facilitar o aumento de casos da doença.

“A adesão está baixa. Acho que as pessoas cansaram de ir aos postos, já que os números de casos reduziram e de óbitos também. Mas, se não vacinarmos, há risco de perda de proteção depois de um certo tempo e os casos podem voltar a aumentar. A quarta dose serve para, justamente, reforçar a defesa do organismo.

Falta ainda um pouco de conscientização sobre a vacina. Muitas pessoas não sabem que a quarta dose já está sendo aplicada. Creio que seja necessário procurar as pessoas nos locais onde estão além dos postos para aumentar a cobertura, principalmente para as pessoas acima dos 50 anos”, argumenta.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Mônica Levi, é comum que, daqui para frente, as faixas etárias sejam ampliadas para a segunda dose de reforço, já que a maior parte da população acima dos 18 anos está elegível.

“Desde o início foi realizado um escalonamento por faixa etária. Na verdade, o que interessa na cadeia de transmissão é o maior número de vacinados possíveis. É fundamental montar uma estratégia para realizar essa campanha de imunização”, destaca.

Mônica aponta que é essencial ter um percentual alto de vacinação para um melhor controle da disseminação da Covid-19. Segundo a médica, a maior parte dos casos de internados e de mortes surge a partir de quem não tem um ciclo vacinal completo ou pertence a grupos de risco.

“Se tiver muita gente adoecendo, o Sistema Único de Saúde (SUS) fica mais cheio e, consequentemente, pode trazer outras doenças. Vemos que a maior parte dos casos de internados no mundo é de pessoas que ou não respondem bem à vacinação por comprometimento imunológico, ou é a população que não está adequadamente vacinada. Então temos que fazer com que as pessoas entendam a importância dessa dose”, defende a diretora da SBIm.

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