
O pai da estudante registrou um boletim de ocorrência na delegacia. Foto: Reprodução
A estudante Gabriella Cardoso, 13, do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp/UFRJ), perdeu a audição do ouvido direito depois que colegas soltaram uma bomba perto de onde ela estava na quadra da escola. O incidente aconteceu no dia 1º, durante a final de um campeonato de futebol. Três estudantes foram suspensos por dez dias.
Logo após a explosão, a jovem sentiu uma forte dor e, mais tarde, percebeu que não estava mais escutando no ouvido direito. Um exame feito numa clínica particular apontou perda auditiva de grau profundo.
O pai da aluna, o corretor de seguros Luís Claudio Cardoso, fez um boletim de ocorrência na delegacia. “A gente achou que fosse uma coisa muito mais simples, apesar da gravidade de terem soltado uma bomba dentro de um pátio da escola. A gente só procurou a polícia depois que viu que a lesão foi muito grave”, explicou.
Gabriella ainda sente dores. “Sinto dor quando eu bocejo ou quando alguma coisa bate. Está difícil”, disse.
“Como é que um menor de idade consegue ter acesso a um artefato explosivo. Foi o pai? Quem foi que vendeu? Ele comprou numa loja? Entrou na escola e detonou dentro da escola. Se a gente não fizer alguma coisa, qual o risco de isso acontecer de novo?”, questionou o pai da estudante.
A Polícia Civil disse que vai intimar o diretor da escola para prestar depoimento e que vai pedir imagens que possam ajudar nas investigações. Agentes também estão fazendo diligências para identificar o responsável pela explosão da bomba.