08/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Navegação anônima do Google não é anônima, diz processo nos EUA

Publicado em 19 de maio, 2022

Processo diz que empresa capta dados sensíveis mesmo sem autorização. Foto: Divulgação

O mecanismo de busca do Google segue coletando dados de usuários mesmo daqueles que utilizam a função navegação anônima de seu navegador, afirmou o procurador-geral do estado norte-americano do Texas, Ken Paxton, nesta quinta-feira (19). Ele apresentou um adendo a um processo aberto contra a companhia no início do ano.

Os estados norte-americanos do Texas, Indiana, Washington e o Distrito de Columbia entraram com ações separadas contra o Google em janeiro sobre o que chamaram de “práticas enganosas de rastreamento de localização que invadem a privacidade dos usuários.”

O encaminhamento de Paxton adiciona o modo de navegação anônima do Google ao processo aberto em janeiro. A navegação anônima, ou navegação privada, é uma função que Paxton disse que deveria implicar em um não rastreamento do histórico de pesquisa, atividade e localização do usuário pelo Google.

O processo diz que o Google oferece a opção de “navegação privada” que pode incluir “a visualização de sites altamente pessoais que podem indicar, por exemplo, histórico médico e orientação política ou sexual do usuário. Ou, talvez, o usuário queira comprar um presente para alguém sem que a pessoa descubra a surpresa ao ser bombardeada por anúncios direcionados.”

O processo afirma que “na realidade, o Google coleta secretamente uma série de dados pessoais, mesmo quando um usuário aciona o modo de navegação anônima.”

“Alegações imprecisas”

O Google não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Em janeiro, a empresa disse que “os casos são baseados em alegações imprecisas e afirmações desatualizadas sobre nossas configurações. Sempre incluímos recursos de privacidade em nossos produtos e fornecemos controles robustos para dados de localização.”

Paxton alegou anteriormente que o Google enganou os consumidores ao continuar rastreando a localização dos usuários mesmo quando eles tentavam impedir isso.

O Google oferece uma configuração de “histórico de localização” e informa aos usuários que se eles desativarem “os lugares que você vai não serão mais armazenados”, disse Texas.

Em janeiro, um juiz do Arizona decidiu que as alegações de que o Google enganou usuários com configurações de rastreamento de localização de smartphones pouco claras deveriam ser avaliadas por um júri e se recusou a descartar uma ação movida pelo procurador-geral do estado.

Agência Brasil

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.