15/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Capitólio: Polícia Civil identifica primeira vítima fatal; pai e filho seguem desaparecidos

Publicado em 09 de janeiro, 2022

Capitólio: Polícia Civil identifica primeira vítima fatal; pai e filho seguem desaparecidos

A Polícia Civil de Minas Gerais identificou neste domingo (9) a primeira vítima fatal do desabamento de rochas em Capitólio, que matou oito pessoas e deixou dois desaparecidos.

Julio Borges Antunes, de 68 anos, era natural de Alpinópolis, em Minas Gerais. Segundo a polícia, o corpo identificado já foi liberado para sepultamento.

Segundo o médico legista Marcos Amaral, do Instituto Médico Legal (IML) da cidade de Passos, que atua no caso, apenas o estado do corpo de Julio Borges possibilitou uma identificação formal mais ágil por conta do estado de conservação.

“Infelizmente, os corpos estão com aspecto bastante prejudicado. Proceder com a identificação possível foi em apenas um caso”, disse o médico em entrevista coletiva neste domingo.

Capitólio

O delegado regional de Passos, Marcos de Souza Pimenta, disse que o foco das operações policiais está, neste momento, na identificação das vítimas e que os dois desaparecidos são um jovem de 14 anos e seu pai.

Apesar do reconhecimento formal ainda não ser possível, as famílias das vítimas já reconheceram outros corpos por conta de objetos pessoais como anéis e camisetas, além de características físicas como arcada dentária e tatuagens, além da  presença de aparelhos dentários, disse o delegado.

A identificação das outras vítimas, porém, foi classificada como “precária” pelo delegado, e o reconhecimento formal só deve ser possível depois do encaminhamento dos corpos para Belo Horizonte.

“O foco é identificar as vítimas, colher material genético para confrontá-los com fragmentos corporais que já encontramos para futura identificação em Belo Horizonte”, disse Pimenta.

Pimenta ressaltou ainda que, se não fosse o tempo chuvoso, a situação poderia ter sido pior porque é comum ter entre 50 e 100 pessoas nadando na região em um dia de sol.

Investigações

A apuração da Polícia Civil diz que todas as vítimas fatais estavam na lancha “Jesus”, e que as embarcações presentes na região no momento do desmoronamento saíram da região de Turvo e operavam legalmente.

O delegado responsável diz que vai ouvir geólogos para identificar se o desmoronamento teve alguma interferência humana, como o barulho das lanchas no cânion, ou se foi apenas resultado do desgaste natural das rochas.

A Marinha deve fazer uma investigação paralela à da Polícia Civil.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.