29/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Agência reguladora dos EUA aprova uso emergencial de pílula contra Covid da Pfizer

Publicado em 22 de dezembro, 2021

Agência reguladora dos EUA aprova uso emergencial de pílula contra Covid da Pfizer

A agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou para uso emergencial, nesta quarta-feira (22), a pílula da Pfizer para tratamento da Covid-19. Para o medicamento passar a ser utilizado nos americanos, ainda depende de aprovação da diretoria dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do país.

O medicamento, chamado de Paxlovid, é o primeiro tratamento oral para a doença receber aprovação regulatória no país.

“O Paxlovid está disponível apenas com receita médica e [o tratamento] deve ser iniciado assim que possível após o diagnóstico de Covid-19, e dentro de cinco dias após o início dos sintomas”, informou o FDA em nota.

“A autorização de hoje introduz o primeiro tratamento para Covid-19 na forma de uma pílula administrada por via oral – um grande passo na luta contra esta pandemia global”, disse Patrizia Cavazzoni, diretora do Centro para Avaliação e Pesquisa de Medicamentos do FDA.

A agência destaca que o medicamento não está autorizado para ser utilizado em tratamento preventivo para a doença ou para tratamento inicial em pacientes infectados com Covid-19 que precisam ser internados.

Redução

Os dados mais atualizados da Pfizer sobre seu tratamento experimental com uma pílula contra a Covid-19 mostraram que o medicamento reduz o risco de hospitalização ou morte pela doença em 89% – se administrado a adultos dos grupos de risco poucos dias após seus primeiros sintomas, anunciou a empresa no último dia 14.

A Pfizer espera poder eventualmente oferecer os comprimidos, chamados de Paxlovid, para as pessoas tomarem em casa antes de ficarem doentes a ponto de precisarem ir ao hospital.

O Paxlovid é composto de uma mistura entre um novo medicamento antiviral denominado nirmatrelvir e um mais antigo denominado ritonavir. A eficácia foi semelhante em um outro grupo, que foi submetido a outro período de teste. Administrado nos primeiros cinco dias dos sintomas, a pílula foi 88% eficaz.

A pesquisa também mostrou “uma diminuição de aproximadamente 10 vezes na carga viral no quinto dia em relação ao placebo”, disse o comunicado.

Não substitui a vacina

Embora o CEO da Pfizer, Albert Bourla, tenha chamado o Paxlovid de “divisor de águas”, ele alertou que as pessoas não devem ver o tratamento como um substituto ou alternativa para não tomarem a vacina.

“Temo que algumas pessoas pensem assim. É um grande erro. As vacinas são necessárias. A vacina é a principal fronteira que você deve usar para deter a doença”, disse ele em entrevista à CNN.

O objetivo é a prevenção da doença, que se concretiza com a vacina, alertou.

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