
Garimpeiros fazem ‘cidade flutuante’ em pleno rio Madeira atrás de ouro e desafiando o poder
Centenas de balsas de garimpo ilegal mudaram o cenário no rio Madeira, exibindo uma “cidade flutuante” perto da comunidade Rosarinho, no município de Autazes, no limite com a cidade de Nova Olinda do Norte. As embarcações estão descendo o rio Madeira nas duas últimas semanas.
Imagens mostram uma ilha de balsas tomando conta da região. Historicamente a exploração ilegal acontece no Alto Madeira, principalmente limítrofe ao estado de Rondônia, que em janeiro deste ano autorizou e regulamentou os garimpos no seu território e revogou um decreto que proibia a extração de minério no Madeira.
Com essa decisão se viu um invasão de garimpeiros em território amazonense. Tensão e medo acompanham os moradores da região, uma vez que garimpeiros costumam andar armados.
A Prefeitura de Autazes já informou que notificou o Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (Ipaam) e que também acionou a Marinha, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF). Não há licenciamento para a exploração mineral naquela região.
Informações preliminares são de que há cerca de 640 balsas numa região do rio localizada a cerca de 120 quilômetros de Manaus. A nova fase de corrida do ouro é ilegal e os órgãos ambientais informaram que farão um diagnóstico. Até lá, os leitos do rio seguirão sendo sugados, no fundo, e o material revolvido em busca do material precioso.
O Ipaam e órgãos federais tem competência comum na proteção das paisagens naturais, meio ambiente, combate à poluição e preservação das florestas. Segundo o Ipaam, está em andamento um plano para “realizar as devidas ações no âmbito de sua competência, integrado aos demais órgãos estaduais e federais”.