
Cerca de 700 mil tartarugas foram soltas no rio Juruá, em Itamarati, neste domingo (14). Foto: Divulgação
Neste domingo (14), cerca de 700 mil tartarugas foram soltas no rio Juruá, em Itamarati (a 980 km de Manaus), e 274 mil filhotes de quelônios voltaram à natureza em Carauari (a 788 quilômetros de Manaus).
Em Itamarati a ação já é tradicional e faz parte do Projeto Quelônios da Amazônia, que ajuda a garantir a sobrevivência da espécie. Moradores da cidade, entre eles estudantes da rede pública, ajudaram a tirar os animais das piscinas plásticas usadas como berçário e a devolvê-los às águas do rio Juruá, afluente do Amazonas.

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“São 700 mil quelônios entre tartarugas da Amazônia, tracajás, entre outros que ganham mais oportunidades de sobrevivência e reprodução, garantindo um ecossistema mais saudável em nossa região”, afirmou o prefeito de Itamarati, João Campelo.
Chegando já maiores ao rio, os animais têm maior chance de sobrevivar ao ataque dos predadores. A soltura é realizada pela prefeitura de Itamarati, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

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O monitoramento de quelônios realizado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari e na Reserva Extrativista (Resex) Médio Juruá, situadas em Carauari, resultou na soltura de 274 mil filhotes de volta à natureza, neste domingo (14). A ação, promovida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), visa garantir o aumento da população de quelônios na região.
A soltura contou com a participação de 700 ribeirinhos, moradores de 45 comunidades situadas ao longo do rio Juruá. Na localidade, comunitários realizam o monitoramento dos tabuleiros de quelônios há mais de 30 anos, segundo frisa o assessor técnico da Sema e gestor da RDS Uacari, Gilberto Olavo.
“Nos anos 1980 eram apenas três tabuleiros monitorados por seis monitores, e a soltura chegava a 3 mil filhotes. Eles foram percebendo que, quanto mais expadiam a atividade de conservação, maior era o número de quelônios que voltavam vivos para a natureza. Isso muda toda a cadeia de espécies agregadas, aumenta o número de peixes, aves, jacarés e outros animais. É benefício para a natureza e para eles”, informou.
Nos anos 2000, os comunitários viram os números subirem ainda mais. De três, a quantidade de tabuleiros passou para nove, com 27 monitores dividindo-se no monitoramento das praias, a fim de coibir a caça ilegal e predadória dos ovos, sobretudo, de pessoas de fora das Unidades de Conservação (UC). Como resultado, a soltura passou para a casa dos 100 mil filhotes.

Soltura de 274 mil filhotes de quelônios em Carauari. Foto: Divulgação/Sema
Hoje, em 2021, são 18 tabuleiros monitorados, entre áreas de praia, campinas e barrancos. O trabalho começa entre os meses de julho e setembro, quando as fêmeas começam a desovar às margens do rio Juruá. Todo esse período é acompanhado por 45 monitores, que realizam a contagem das covas e dos ovos a cada ano, além da vigia dos tabuleiros.
Ao todo, 3.974 matrizes desovaram, resultando na soltura de 233 mil filhotes de tartaruga e 41 mil tracajás, aproximadamente.