
“Qual país não morreu gente? Responda. Não vem me aborrecer aqui, por favor”, disse o presidente durante conversa hoje (11) com apoiadores e jornalistas. Foto: Divulgação
A aplicação da vacina contra a Covid-19 em adolescentes sem comorbidades foi alvo, mais uma vez, de críticas por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As declarações foram dadas nesta segunda-feira (11), durante conversa com apoiadores e jornalistas, na praia da Enseada, em Guarujá, litoral paulista.
“Por que muitos governadores e prefeitos vacinaram jovens entre 12 a 17 anos? Baseados em quê? Recomendação da Anvisa? Da Saúde? De quem? Estamos mexendo com vidas. A molecada abaixo de 20 anos, a chance de não ter nada, uma vez contaminada, é de 99,99%. Compensa o custo benefício da vacina?”, disse o presidente.
Bolsonaro também foi questionado sobre a marca de 600 mil óbitos pela Covid-19 no Brasil, atingida na última sexta-feira (8), e se irritou: “Qual país não morreu gente? Responda. Não vem me aborrecer aqui, por favor”.
A crítica que Bolsonaro fez à vacinação do público adolescente contraria a orientação do próprio Ministério da Saúde que, após idas e vindas, decidiu que os benefícios da imunização desse grupo são maiores que os riscos de efeitos adversos. A Anvisa autorizou a vacinação das pessoas de 12 a 17 anos no país e, no último dia 22 de setembro, o Ministério da Saúde voltou a sinalizar positivamente para a vacinação de adolescentes sem comorbidades.
Ainda nesta segunda-feira, Bolsonaro refutou ser chamado de negacionista. “Não me chame de negacionista porque só em dezembro, via medida provisória, foi um checão de R$ 20 bilhões para comprar vacina. Então, não reclamem. Nenhum prefeito reclame de mim”.
Essa medida provisória foi assinada em 17 de dezembro e, na época, o presidente continuou a levantar dúvidas sobre a segurança das vacinas.
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