12/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Aeroporto de Parintins é liberado para pousos 24 horas

Publicado em 25 de abril, 2013

O aeroporto Júlio Belém, no município de Parintins (a 360 km de Manaus), foi reaberto para a operação de pousos e decolagens 24 horas. A informação foi repassada ao prefeito Alexandre da Carbrás pelo secretário de Cultura do Amazonas, Robério Braga.

De acordo com o prefeito Alexandre da Carbrás, a reabertura do aeroporto representa uma conquista para a população parintinense, já que o local estava funcionando com restrição para pouso durante o dia.  Ele lembrou a disponibilidade do governador em ajudar na questão. “Contamos com a parceria irrestritita do Governo do Estado, na pessoa do governador Omar Aziz e vice-governador José Melo”, reiterou.

O secretário Robério Braga afirmou que a liberação do aeroporto se deu por determinação judicial. O juiz Dimis da Costa Braga concedeu liminar determinando a reabertura do aeroporto Julio Belém, não condicionou qualquer parecer prévio da ANAC ou Ipaam. No entanto, deu prazo de 30 dias para a realização de novos estudos técnicos dos dois órgãos.

“O governador Omar Aziz montou uma força tarefa das Secretarias de Cultura (SEC), Desenvolvimento Sustentável (ADS) e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) para que todas as medidas necessárias para corrigir os problemas que levaram ao fechamento parcial do aeroporto de Parintins fossem tomadas”, afirmou Robério.

O secretário Robério Braga acredita que o funcionamento 24 horas ocorrerá durante e após o Festival Folclórico de Parintins.

Fechamento

O aeroporto Júlio Belém foi interditado por determinação do juiz federal da 7ª Vara Criminal, Dimis da Costa Braga, no mês de agosto de 2011. A manutenção do fechamento do aeroporto pela justiça se deu por conta do risco aviário com a presença de urubus na área operacional do aeroporto, atraídos pela antiga lixeira a céu aberto, nas proximidades do aeroporto. O juiz justificou, na época, que o fechamento foi mantido porque não foram apresentados para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e nem para o Ibama nenhum relatório técnico informando a justiça federal das condições de operar com vôos diurnos, mediante às providencias adotadas pela prefeitura, na administração passada.

Investimentos

Nos primeiro trimestre de 2013 a Prefeitura de Parintins com apoio do Governo do Estado investiu mais de R$ 3 milhões nas adequações da lixeira pública, hoje aterro controlado e no Matadouro Municipal. Os locais foram apontados por laudos técnicos do Ipaam como sendo lugares de grande concentração de urubus.

O atual aterro controlado foi transformado em uma área apropriada para o destino final dos resíduos. De acordo com a secretária de serviços públicos, Fabiana Campelo, recentemente os órgãos Ibama e Ipaam realizaram inspeção e atestaram os avanços no local. Fabiana afirma que todas as exigências técnicas para a implantação do aterro controlado foram tomadas, como a definição de áreas específicas e formação de taludes para o depósito dos resíduos domiciliares e comerciais, resíduos volumosos, que são os resíduos de limpeza pública, de construção e demolição, para serviço de saúde e animais mortos.

A secretária Fabiana diz que além de áreas especificas o Aterro Controlado ainda dispõe de outros locais que recebem tratamento com camada de cal virgem que ajuda no tratamento de áreas comprometidas pelo acúmulo de material orgânico. Foram instalados os drenos de gás produzidos na decomposição de resíduos. Campelo explica que o gás drenado vai passar por um processo de queima e será transformado em outro gás menos poluente. “Paralelo a isso vamos realizar a reposição florestal, isolamento de toda a área com a construção de cerca viva e drenagem de águas da chuva”, destacou a secretária.

O Matadouro Municipal passou por mudanças. Segundo o administrador do abatedouro, Jofre Lima, todos os setores receberam investimentos e as mudanças são notadas principalmente pelos moradores dos bairros próximos. Jofre enumerou que receberam adequação a lagoa de decantação, caldeira, tubulação, filtros, pisos entre outras áreas do matadouro. “Quando assumimos, existia até mesmo a possibilidade dos órgãos de fiscalização fechar o matadouro pelo estado que estava. Hoje temos o reconhecimento desses mesmos órgãos”, argumentou. Os investimentos nos dois locais diminuem a atração de aves como os urubus que contribuem para o risco aviário na cidade de Parintins.

 

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