
Até 50% das crianças também são atingidas pela anemia no Brasil, de acordo com artigo publicado pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Foto: Reprodução
Ausência de ferro, de vitamina B12, de ácido fólico e perda de sangue por hemorragia são alguns dos fatores que podem resultar na anemia, alteração que atinge de 10% a 30% das mulheres no Brasil (especialmente as grávidas), 3% dos homens e até 50% das crianças, conforme artigo publicado pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.
A ausência de ferro, mineral encontrado em maior quantidade no baço e no fígado, é o principal fator influente para a chamada anemia ferropriva. Segundo o nutricionista David Silva dos Reis, da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), o ferro auxilia na produção glóbulos vermelhos do sangue (eritrócitos ou hemácias), os quais são responsáveis por transportar o oxigênio do pulmão para o restante do organismo.
De acordo com ele, por isso, é tão comum sentir cansaço e até falta de ar quando se está anêmico, uma vez que o ferro atua como elemento secundário na produção de energia dentro da célula.
O diagnóstico da alteração é prático e pode ser feito por meio do hemograma (análise de amostra de sangue), cujo resultado apontará se trata-se de uma anemia provocada por deficiência de nutrientes ou se tem relação com o fator hereditário (alguns tipos de anemia são derivados de distúrbios congênitos).

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A nutrição é uma grande aliada para a prevenção, controle e combate à anemia. O consumo de carnes vermelhas, de forma equilibrada, ajuda na reposição de ferro, se houver deficiência. “Mas, atenção: é preciso ter cuidado ao escolher o tipo de carne, dando preferência às que contêm menos gordura, para que não haja aumento do colesterol”, esclareceu.
Outros alimentos proteicos que também são excelentes fontes de ferro, segundo o nutricionista, são: vísceras, miúdos e gema de ovo. “Estas são fontes de ferro HEME, um grupo que é mais biodisponível ao organismo”, destacou.
Outra dica é a inserção de vegetais escuros na dieta diária, como couve, brócolis, espinafre, cariru, jambu, entre outros. Beterraba, lentilha e feijão preto também contribuem para a oferta de nutrientes ao organismo. “Alimentos ricos em proteína, ferro, ácido fólico e vitaminas do complexo B, como carnes, ovos, peixes e espinafre, ajudam na reposição e também no combate à anemia”, explicou. Há situações em que há a necessidade de reposição através de suplementos de ferro. A dosagem é definida por profissional médico.
Em caso de diagnóstico de anemia, independente do tipo, é importante consultar um nutricionista ou nutrólogo, para a elaboração de um plano alimentar que atue na reposição das substâncias escassas ao organismo.
· Anemia por deficiência de ferro.
· Anemia perniciosa e deficiências de vitamina B12 e ácido fólico.
· Anemia aplástica.
· Anemias hemolíticas.
· Anemia das doenças crônicas.
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