
Cena da ópera “Três Minutos de Sol”. Foto: Reprodução/YouTube FAO
Quem não conseguiu assistir alguma atração do 23º Festival Amazonas de Ópera (FAO), que foi realizado de 6 a 20 de junho, poderá conferir a programação pelo canal oficial do evento no YouTube. Neste ano, todos os espetáculos e atividades do festival foram transmitidos pela internet, e vão continuar à disposição do público na rede social.
O FAO 2021 teve três estreias em sua programação: “Três Minutos de Sol”, de Leonardo Martinelli; “O Corvo”, de Eduardo Frigatti; e “moto-contínuo”, de Piero Schlochauer. Todas essas óperas foram encomendadas especialmente para o festival.
“Três Minutos de Sol” é uma ópera de câmara, que aborda os relacionamentos em tempos de pandemia. Narra a história de três pessoas que estão em lugares diferentes, cada uma em sua casa, que convivem e se relacionam por meio das mídias sociais. O nome da ópera faz referência ao tempo em que uma dessas pessoas fica perto da janela esperando o sol bater diariamente por apenas três minutos.
Obra de Eduardo Frigatti, “O Corvo” é baseada no poema de Edgar Allan Poe, traduzido por Machado de Assis. Em formato de animação, narra a visita perturbante de um corvo a um homem que acaba de perder sua amada, e que vê a ave como uma mensageira sobrenatural.
A montagem “moto-contínuo”, de Piero Schlochauer, apresenta a história de uma inventora que recebe um pedido para construir um moto-contínuo para levar um homem viajante ao espaço.
Além dessas três produções, o público pode conferir ainda pelo YouTube do FAO os recitais, concertos, webinars, masterclasses e a série de vídeos “Raio X da Ópera”, dedicada a explicar as profissões artísticas e técnicas da ópera para crianças e adolescentes.
Seguindo os protocolos de segurança e prevenção contra o novo coronavírus, as orquestras dos Corpos Artísticos gravaram, em dias alternados, áudio e vídeo das obras em Manaus, e os solistas gravaram as vozes em São Paulo, onde também foi trabalhada a parte cênica. O material foi, então, reunido e editado para dar vida às óperas e aos concertos. Os grupos de músicos também foram reduzidos, em formato de câmara, para evitar aglomerações e facilitar o distanciamento social.
Realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural, o festival deste ano foi produzido inteiramente com verba da iniciativa privada, por meio do Bradesco e da Motorola, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério do Turismo e Secretaria Especial de Cultura.