10/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Estudo sobre os impactos da cheia em áreas do Prosamim é concluído

Publicado em 28 de maio, 2021

A partir dos dados coletados, serão convocados os órgãos do estado e do município para planejar ações que diminuam os impactos das cheias nessas áreas. Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE

O levantamento iniciado nesta semana para avaliar os impactos da cheia recorde do rio Negro nas áreas de intervenção do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) foi concluído pelo Governo do Amazonas, por intermédio da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE). O levantamento foi realizado pelas subcoordenadorias de Planejamento, Controle e Gestão e de engenharia da UGPE, por meio de visitas nos residenciais do programam, onde puderam avaliar o nível das águas em relação às áreas do Prosamim.

O Prosamim é um programa de saneamento que busca solucionar problemas socioambientais que afetam a população da capital, especificamente os moradores de leitos de igarapés ou áreas alagadiças abaixo da cota de 30 metros do Rio Negro. Durante seus 15 anos de existência, já retirou dos riscos das alagações mais de 82 mil pessoas localizadas nas zonas Sul e Oeste da capital. Essas zonas da cidade são banhadas pelas bacias do São Raimundo e do Educandos, que sofrem influência direta do nível das aguas do Rio Negro.

Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE

Durante o levantamento, as equipes técnicas das subcoordenadorias avaliaram as condições ambientais e sanitárias existentes, observando o nível das águas dos igarapés e suas possíveis interferências nas áreas.

O levantamento realizado pela UGPE utilizou o software OpenFlows Flood, que através de modelagens virtuais, simula inundações e os possíveis impactos em áreas urbanas, ribeirinhas e costeiras. O software utiliza modelos numéricos especialmente distribuídos para simular processos hidrológicos e hidráulicos que ocorrem nas bacias dos rios, incluindo a precipitação, infiltração, fluxo de canal e fluxo subterrâneo.

Dados técnicos

O subcoordenador de Planejamento, Controle e Gestão da UGPE, Leonardo Barbosa, afirma que o relatório foi construído a partir dos dados técnicos coletados em campo pelos engenheiros e arquitetos, somados aos dados das simulações do software OpenFlows FLOOD, a partir das projeções para a cheia, previstas pela CPRM.

“As intervenções do Prosamim são planejadas levando em consideração os dados históricos de cheia do rio Negro, portanto, a cota de 30 metros do Rio, como parâmetro para as ações de reassentamento (retirada das famílias que vivem abaixo desta cota) e construções de novos residenciais. As projeções da CPRM para o ano de 2021 indicam a possibilidade de que o rio atinja até 30,50m. Alguns residenciais, como o Residencial Gilberto Mestrinho, no leito do Igarapé do 40, está na cota 30,20m, portanto, ainda 23cm acima do nível atual do rio. O nosso levantamento nos possibilita visualizar caso o pior cenário se concretize, o que impõe que façamos, preventivamente, o monitoramento e planejamento de ações emergenciais junto aos órgãos competentes, para o caso de eventual necessidade, visando sempre resguardar os beneficiários do programa”, explica.

O subcoordenador destaca que o levantamento realizado utiliza tecnologia de ponta, inserida na metodologia Building Information Modeling (BIM), e possibilita quantificar os impactos conforme a progressão da cheia, estabelecendo marcos a partir dos quais se torna necessário tomar medidas imediatas de contingência, conforme a cota específica de cada residencial.

Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE

Planejamento

O coordenador executivo da UGPE, engenheiro civil Marcellus Campêlo, afirmou que, a partir dos dados coletados e do relatório produzido, serão convocados os órgãos do estado e do município para que juntos possam ter o tempo hábil no planejamento de ações que diminuam os impactos das cheias nessas áreas.

“A intenção do nosso monitoramento é prever os possíveis impactos que a chuva pode trazer aos beneficiários do Prosamim, e articularmos ações em tempo hábil com nossos parceiros, a exemplo da Defesa Civil do Município, para garantir a segurança de nossos beneficiários”, afirmou Campêlo.

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