07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Arthur afirma que contrato de fornecimento de água foi feito ‘para malandro ganhar dinheiro’. Prefeitura estuda a quebra do acerto

Publicado em 24 de março, 2013

Prefeito (direita), ao lado do presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, em clima de constrangimento

Prefeito (direita), ao lado do presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, em clima de constrangimento

O prefeito Arthur Virgílio Neto perdeu de vez a paciência com a empresa Manaus Ambiental, sábado à noite, quando viu o rompimento de mais uma adutora, a segunda esta semana, na mesma rua onde uma cachoeira se formou, pelo mesmo motivo, em janeiro deste ano, no bairro da Compensa. “Esse contrato foi feito para malandro ganhar dinheiro e não para colocar água na casa da população. Essa cidade que eu herdei é uma cidade esburacada, complicada, onde parece que aconteceu uma guerra”, afirmou. Ele já avalia a possibilidade de quebra de contrato com a concessionária.

Arthur foi à rua das Flores, onde ocorreu o rompimento, sábado (23/03), em companhia do vice-prefeito Hissa Abrahão. O acidente ocorreu às 19h. O grande volume de água causou uma enxurrada que invadiu as casas. No primeiro acidente, 87 imóveis foram afetados e a estimativa da Defesa Civil é que a quantidade seja a mesma nesta segunda vez.

O prefeito determinou que, além de pagar os danos materiais de todos os moradores atingidos, a empresa terá que arcar com indenização por danos morais no valor de R$ 2 mil a R$ 3 mil para cada família. Os moradores também não pagarão as contas de água deste mês. “Eu não quero brincadeira com essas pessoas. O que elas disserem que perderam, a empresa vai ter que pagar. Da primeira vez que ocorreu o rompimento de adutora, alguns moradores reclamaram que fizeram acordos que não foram cumpridos”, disse o prefeito.

Uma força-tarefa foi montada pela Prefeitura para agilizar os trabalhos. As ações envolvem as secretarias municipais de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), Infraestrutura e Habitação (Seminf), Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Defesa Civil e Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans).

A secretária da Semasdh e primeira dama, Goreth Garcia, que também esteve no local, disse que as equipes estão fazendo o cadastro de todas as famílias afetadas para cobrar ressarcimento da concessionária. “A Manaus Ambiental terá que pagar tudo o que foi destruído. Agora, tem casos de pessoas com problemas de saúde devido ao ocorrido, passando mal e, infelizmente, esse tipo de coisa a empresa não vai conseguir pagar”, declarou.

O diretor-presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, que estava ao lado do prefeito,. justificou que mais uma vez ocorreu uma queda de energia que prejudicou o abastecimento e fez com que a adutora não suportasse a pressão e rompesse. “Houve uma queda brusca de energia que afetou as duas estações de tratamento. Os problemas de energia são recorrentes, nada suporta um negócio desses. Mas a Manaus Ambiental vai assumir todas as responsabilidades”.

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