
Prefeito (direita), ao lado do presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, em clima de constrangimento
O prefeito Arthur Virgílio Neto perdeu de vez a paciência com a empresa Manaus Ambiental, sábado à noite, quando viu o rompimento de mais uma adutora, a segunda esta semana, na mesma rua onde uma cachoeira se formou, pelo mesmo motivo, em janeiro deste ano, no bairro da Compensa. “Esse contrato foi feito para malandro ganhar dinheiro e não para colocar água na casa da população. Essa cidade que eu herdei é uma cidade esburacada, complicada, onde parece que aconteceu uma guerra”, afirmou. Ele já avalia a possibilidade de quebra de contrato com a concessionária.
Arthur foi à rua das Flores, onde ocorreu o rompimento, sábado (23/03), em companhia do vice-prefeito Hissa Abrahão. O acidente ocorreu às 19h. O grande volume de água causou uma enxurrada que invadiu as casas. No primeiro acidente, 87 imóveis foram afetados e a estimativa da Defesa Civil é que a quantidade seja a mesma nesta segunda vez.
O prefeito determinou que, além de pagar os danos materiais de todos os moradores atingidos, a empresa terá que arcar com indenização por danos morais no valor de R$ 2 mil a R$ 3 mil para cada família. Os moradores também não pagarão as contas de água deste mês. “Eu não quero brincadeira com essas pessoas. O que elas disserem que perderam, a empresa vai ter que pagar. Da primeira vez que ocorreu o rompimento de adutora, alguns moradores reclamaram que fizeram acordos que não foram cumpridos”, disse o prefeito.
Uma força-tarefa foi montada pela Prefeitura para agilizar os trabalhos. As ações envolvem as secretarias municipais de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), Infraestrutura e Habitação (Seminf), Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Defesa Civil e Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans).
A secretária da Semasdh e primeira dama, Goreth Garcia, que também esteve no local, disse que as equipes estão fazendo o cadastro de todas as famílias afetadas para cobrar ressarcimento da concessionária. “A Manaus Ambiental terá que pagar tudo o que foi destruído. Agora, tem casos de pessoas com problemas de saúde devido ao ocorrido, passando mal e, infelizmente, esse tipo de coisa a empresa não vai conseguir pagar”, declarou.
O diretor-presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, que estava ao lado do prefeito,. justificou que mais uma vez ocorreu uma queda de energia que prejudicou o abastecimento e fez com que a adutora não suportasse a pressão e rompesse. “Houve uma queda brusca de energia que afetou as duas estações de tratamento. Os problemas de energia são recorrentes, nada suporta um negócio desses. Mas a Manaus Ambiental vai assumir todas as responsabilidades”.