
Polícia ocupa Praça do Caranguejo. Estabelecimentos só poderão voltar a funcionar após apresentarem um plano que garanta a segurança da saúde dos clientes e o distanciamento social. Foto: Divulgação
No início da noite desta segunda-feira (12), a Polícia Militar, Polícia Civil, Procon-AM e agentes da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) estiveram na praça do Conjunto Eldorado, no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul, para interditar bares e restaurantes, após a repercussão de imagens com aglomerações de pessoas pelo local, registradas no último final de semana. Aglomerações são focos de proliferação do coronavírus.
As equipes chegaram por volta das 18h e deram início ao processo de interdição, que vai durar 15 dias, a contar a partir desta segunda-feira (12). A determinação foi do governador do Amazonas, Wilson Lima.
No momento em que a Central Integrada de Fiscalização (CIF) iniciou as interdições, uma reunião entre proprietários e o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Gean Fabrisio, acontecia no interior de um dos estabelecimentos.
A reunião foi interrompida a pedido do Secretário de Segurança, coronel Louismar Bonates, que solicitou que a conversa continuasse do lado de fora bar. A ordem foi cumprida de forma pacífica.
De acordo com a determinação do Governo do Estado, os estabelecimentos só poderão voltar a funcionar após apresentarem um plano de biossegurança que garanta a segurança da saúde dos clientes e o distanciamento social.

A interdição foi determinada pelo Governo do Amazonas, depois das aglomerações promovidas na área no último final de semana. Foto: Divulgação
Ao Portal do Marcos Santos, o presidente da Abrasel, Gean Fabrisio, falou que reuniu com os empresários, associados ou não, para da o apoio necessário na elaboração do projeto de distanciamento social, e que vai tentar uma reunião com o Governo do Estado para tratar sobre o assunto.
Gean disse concordar com ação tomada pelo governo, uma vez que os estabelecimentos não cumprem as regras impostas para o funcionamento.
O secretário de Segurança destacou que a não é de interesse do Governo do Amazonas fechar os comércios, mas que a atitude foi necessária por conta do desrespeito causado pelos usuários e empresários que colocaram a saúde pública em risco.