
Na madrugada do dia 8 de março, o menino Henry Borel chegou sem vida a um hospital da Zona Oeste do Rio com hemorragia e edemas. Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (8/4) o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) e a professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, na casa de parentes de Monique em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Segundo os investigadores, a prisão ocorreu porque os dois atrapalharam as investigações da morte da criança e ameaçaram testemunhas.
O inquérito ainda não foi concluído, mas a polícia acredita que Henry foi assassinado. Falta esclarecer como o crime foi cometido. Investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) suspeitam que o vereador agrediu o menino com chutes e golpes na cabeça e que a mãe sabia.
Os policiais descobriram ainda que, após o início das investigações, o casal apagou conversas de seus telefones celulares. Suspeitam, inclusive, que eles tenham trocado de aparelho. A polícia ainda descobriu que Jairinho tentou que o corpo de seu enteado não fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro diz que o vereador Dr. Jairinho teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra o menino Henry Borel, seu enteado, semanas antes da morte da criança. Ex-namoradas também acusam o vereador de violência doméstica. Monique namora o Dr. Jairinho desde 2020.
As investigações também mostram que, no dia seguinte ao enterro do filho, Monique passou a tarde no salão de beleza de um shopping na Barra da Tijuca. No local, três profissionais cuidaram dos pés, das mãos e do cabelo da professora, que pagou R$ 240 pelo serviço.
A polícia ouviu pelo menos 18 testemunhas e reuniu provas técnicas que descartam a hipótese de acidente — levantada pela mãe da criança em seu termo de declaração na delegacia.
Na madrugada do dia 8 de março, o menino Henry chegou sem vida a um hospital da Zona Oeste do Rio com hemorragia e edemas. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte de Henry foi “hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente”.
No documento, o perito do Instituto Médico Legal (IML) descreve que a criança sofreu “múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores”, “infiltração hemorrágica” na parte frontal, lateral e posterior da cabeça, apontou “grande quantidade de sangue no abdômen”, “contusão no rim” e “trauma com contusão pulmonar”.
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