
A jovem Manuele Farias dos Santos teve 70% do corpo queimado e, após 33 dias de internação, recebeu alta médica nesta quarta-feira (31). Foto: Herick Pereira/Secom/Divulgação
Manuele Farias dos Santos, 14, recebeu alta médica, na tarde desta quarta-feira (31), do Hospital e Pronto Socorro (HPS) da Criança Zona Oeste. A adolescente foi vítima de uma explosão ocorrida no dia 24 de fevereiro, em um condomínio localizado na zona Norte da capital. Desde a chegada na unidade hospitalar, ela recebeu atendimento completo pela equipe de profissionais do local.
No dia do acidente, Manuele e suas duas irmãs, de 9 e 10 anos de idade, haviam ido à casa da avó no condomínio residencial, onde aconteceu a explosão da tubulação de gás na casa de um morador. Manuele, na tentativa de salvar as irmãs, acabou tendo 70% do corpo queimado. Ela e a irmã mais nova, de nove anos, foram encaminhadas ao HPS da Criança Zona Oeste.
“Aconteceu a explosão envolvendo cinco crianças, entre elas três irmãs. Foram todas encaminhadas ao Pronto Socorro Zona Sul, que é referência de grandes queimaduras, mas devido à alta demanda de crianças queimadas pediram a ajuda da rede e nós da direção do HPS Zona Oeste aceitamos o desafio”, relatou o médico Luiz Afonso, diretor técnico da unidade.
Durante a evolução gradativa do quadro clínico, a menina contou com o atendimento de uma equipe completa e multidisciplinar na unidade, conforme explicou Rafaelle de Aguiar, gerente de enfermagem do HPS da Criança.
“Ela começou a evoluir bem com os curativos. Após o 26º dia ela teve alta da UTI e hoje no 33º dia estamos conseguindo dar a alta dela. Um trabalho de uma equipe multidisciplinar, não só da equipe técnica, médica, mas a equipe de gestão também, que entrou nessa missão e hoje estamos conseguindo obter êxito”, disse a profissional.
Os profissionais do hospital, na despedida, organizaram um grande corredor com balões coloridos e muitos aplausos para Manuele. Sobre o atendimento prestado pela equipe de profissionais da unidade, a mãe da menina, Audilene dos Santos, agradeceu, emocionada, por todo o auxílio que a filha recebeu nos 33 dias de internação.
“Hoje eu estou muito feliz, estou chorando de alegria pelo fato de ela estar saindo. Agradeço muito a todo mundo. Até mesmo as pessoas da limpeza, que deram toda atenção para nós. Se eu pudesse abraçaria todo mundo porque eu via que eles queriam a mesma coisa que eu e isso me dava muita confiança”, contou Audilene.
Durante toda a fase de tratamento, a menina e a acompanhante receberam acompanhamento especializado de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais que contribuíram significativamente para a evolução do quadro clínico da menina.