
A diretora da maternidade, Rafaela Faria, comenta que as estatísticas demonstram que, na segunda onda da pandemia, as gestantes apresentaram risco potencial de 13 vezes mais chances de adquirir a Covid-19, do que na primeira onda. Foto: Lucas Silva/Secom/Divulgação
“Graças a Deus eu venci”, foi a expressão de vitória após teste positivo para Covid-19 durante a gravidez, seguido de tratamento, de duas gestantes que receberam alta médica nesta quarta-feira (10), na Maternidade Balbina Mestrinho, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Lucimara Chagas, 29, deu entrada na unidade na última semana. Grávida de aproximadamente cinco meses, ela conta que sentiu sintomas como falta de ar, no entanto, acreditava ter relação com asma. Somado a isso, Lucimara relata ter sentido diversas contrações e dores, levando a alterar os batimentos cardíacos do bebê.
“Eu não esperava que fosse Covid. Me senti muito mal porque eu já tinha medo, falavam que quem tinha asma era mais difícil, aí eu fiquei apavorada, porque eu tenho o meu filho de três anos e eu fiquei muito preocupada com ele. Eu piorava mais ainda”, disse.
Depois de receber o acompanhamento das equipes, Lucimara e a sua bebê Manuela – que chegará em breve – finalmente conseguiram celebrar a alta para prosseguir a gestação em casa. “Estou muito feliz. Estava com medo de ficar sozinha. Todo mundo pegando alta e eu morrendo de medo. Mas quando o médico disse que eu ia pra casa, fiquei muito feliz”, comentou.
Quem também sentiu uma grande emoção de ser curada foi Evelyn Moreira, 23, que não só venceu a doença, como derrotou o vírus dentro de uma gravidez de risco. Gestante há três meses, Evelyn é hipertensa e teve o primeiro filho há um ano, aumentando a preocupação dos médicos.
Emocionada, ela deixa registrado o recado para o seu bebê. “Quero dizer a ele um dia que eu fui muito forte, tanto eu quanto ele dentro de mim. Agora é ir para casa, ficar com a minha família e esperar meu bebê nascer”.
A Maternidade Balbina Mestrinho dispõe da estrutura de sete leitos clínicos e sete de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com Covid-19. Em caso de sintomas ou diagnóstico da doença, gestantes e puérperas (mulher que teve filho há pouco tempo) podem procurar a unidade de saúde para receber os tratamentos necessários.
A diretora da maternidade, Rafaela Faria, ressalta o esforço do Governo do Estado em alcançar todos os públicos acometidos pela Covid-19. “As estatísticas demonstram que, na segunda onda, as gestantes apresentaram risco potencial de 13 vezes mais chances de adquirir a Covid, do que na primeira onda. Ela estar devidamente assistida, medicada e acompanhada tem sido essencial para evitar não só o parto prematuro como também a mortalidade materna”.