
Crise de oxigênio ameaça Estados da Amazônia, diz governador (foto)
O governador Wilson Lima revelou que a rede de monitoramento dos governadores entrou em alerta quanto a nova crise de oxigênio. Desta vez o problema pode acontecer nos Estados do Pará, Roraima e Amapá. O Amazonas ainda não superou totalmente o problema.
Wilson disse que acompanha, no noticiário, as dificuldades enfrentadas por outros países, como Portugal, também em crise de oxigênio. “Não é um problema apenas do nosso Estado”, disse.
A crise de oxigênio no Amazonas, que foi ao pico no dia 14 de janeiro e ainda não foi totalmente superada, aconteceu quando o consumo diário em Manaus explodiu. Enquanto na primeira onda de coronavírus o consumo na rede hospitalar da capital foi de 18 mil metros cúbicos, nesta segunda onda o consumo chegou a 83 mil metros cúbicos. A White Martins calculou que pudesse chegar a 100 mil metros cúbicos, mas as novas medidas de contenção parecem ter evitado esse agravamento.
A capacidade instalada de produção da White Martins é de 28 mil metros cúbicos. Uma rede de ajuda foi criada em todo o Brasil e até na Venezuela, com envio de oxigênio para o Amazonas. Artistas se cotizaram. E mesmo assim houve mortes por falta do produto na rede hospitalar de Manaus e no interior.
O Amazonas tem o site www.coronavirus.amazonas.am.gov.br, com todas as medidas que o governo estadual vem tomando em relação à pandemia, disse o governador.
O mesmo site contém o “vacinômetro”, com os índices de vacinação em todo o Estado, Município por Município.
Na nova fase do decreto estadual, o Toque de Recolher, que era de 24 horas, foi reduzido para o período entre 19h e 6h. Bares e restaurantes estão proibidos de funcionar, exceto com drive thru e delivery, ou seja, entrega sem sair do carro e em casa.
Mais cedo, o presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Cristiano Fernandes, disse que o Estado permanece na fase roxa, a mais grave da pandemia.
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