
Janeiro tem 75% mais óbitos do que o pico de maio e Manaus concentra 81% das mortes por Covid. Foto: Reprodução
O Amazonas é o décimo terceiro Estado no ranking com mais casos da Covid-19 em todo o Brasil, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (4), durante live sobre o cenário epidemiológico do vírus na pandemia. O País tem uma taxa de letalidade de 2,4 do novo coronavírus, enquanto no Amazonas ela é a mais elevada, está em 3,10.
O Estado do Amazonas era o primeiro do ranking na taxa de transmissão, tendo a rt de 1,30, sendo que a mesma caiu para 1,1o. A alta taxa de transmissão continua, mas há uma tendência de estabilidade e redução da força de transmissão de contágio. A rt de 1,10 significa que cada 100 pessoas doentes podem infectar outras 110.
Entre os números apresentados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) houve um excesso de óbitos no mês de janeiro, com uma concentração na capital, correspondente a 81% de todo o Estado. Em janeiro, o Amazonas registrou 2.839 mortes por Covid, sendo que no pico de maio do ano passado esse número foi de 1.614, no mês. Só Manaus teve 2.316 falecimentos em decorrência de complicações pelo vírus. Comparando os períodos das ondas da pandemia, a segunda teve um aumento de 75% de óbitos em relação a 2020.
No mês passado, a média móvel de mortes estava em 117 por dia (22 de janeiro), e agora o número no Estado está em 80,8. Na capital, os números saíram de 93,9 para 65, respectivamente, por dia. Janeiro também teve o maior número de casos de toda a pandemia, somando 66.381 infectados, ultrapassando o pico de maio do ano passado, com 36.123 casos, mostrando a força e velocidade de transmissão do vírus neste período.
Nos últimos 14 dias, a taxa de transmissão móvel/dia teve redução de 3% no Estado e de 19% na capital, caindo ainda mais no interior, para -8%. Conforme a FVS, as medidas adotadas pelos decretos para manter o distanciamento e restringir a circulação de pessoas, além do fechamento de atividades não essenciais, tem auxiliado na redução dos números de contágio e pressão na rede pública. Em determinados momentos se atingiu mais de 60% de isolamento social.
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