02/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Não é segunda onda. É tsunami’, diz presidente da Samel. Médico admite outra cepa do coronavírus. Veja vídeo

Publicado em 09 de janeiro, 2021

Não é segunda onda

Não é segunda onda, diz presidente da Samel, Beto Nicolau (esquerda), em vídeo, afirmando que se trata de um verdadeiro tsunami de Covid-19. Foto: Reprodução

O presidente do Grupo Samel, Luiz Alberto Nicolau, revelou hoje (09/01), à noite, que o hospital está batendo todos os recordes. Atendimento em pronto-socorro e internações, entre outros, são hoje mais do que no que se julgava o auge da pandemia de coronavírus. “Não estamos vivendo uma segunda onda. É um tsunami”, afirmou o presidente.

O médico Daniel Fonseca, diretor clínico do hospital, desconfia de uma nova cepa do coronavírus. “Não tenho dados técnicos, nem clínicos, mas deve ser uma nova cepa. A gente conseguia mandar para casa os pacientes em quatro dias e agora não estamos conseguindo”, disse.

Os médicos estão impressionados com a rapidez do agravamento dos novos casos. Um paciente conhecido, cujo nome não foi revelado, a pedido da família, chegou ao hospital com 25% do pulmão comprometido e, de um dia para o outro, chegou a 80%.

“Quando trabalhava no plantão do 28 de Agosto, eu achava que tinha vivido meu pior momento profissional. O mesmo em relação à primeira onda da pandemia. Mas agora é o momento mais duro”, disse Daniel Fonseca.

O diretor-clínico elogiou a atuação dos profissionais de saúde e fez um apelo dramático à população. “Parabéns por vocês (profissionais) não desistirem. Tratem bem o profissional de saúde porque eles estão lutando por todos”, disse.

 

Recordes

O vídeo de Beto Nicolau, como é conhecido, e Daniel Fonseca foi publicado nas redes sociais da Samel em um dia particularmente duro.

O boletim diário da Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FRVS-AM) traz o recorde de internações em toda a pandemia. Foram 235 internados. Os novos casos somam 1.856, em todo o Estado.

O número de internações sempre superior ao das altas médicas é um problema grave. “É como um funil: se o número de pessoas que entram no sistema é maior do que os que saem, a gente não consegue atender a todos”, reconhece Daniel Fonseca.

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