
Academias, cultos e pesca sem restrições e atividade física (foto) até ajuda na preparação do corpo para a guerra contra o coronavírus
As academias de ginástica, as igrejas evangélicas e a pesca esportiva são atividades que não foram abrangidas pelo decreto do Governo do Amazonas. O objetivo das medidas é a contenção da pandemia de coronavírus, que cresceu no Estado.
Academias estão expressivamente mencionadas no decreto e continuarão funcionando normalmente. Os médicos já sabem que a atividade física ajuda a combater o vírus.
A pesca esportiva, especialmente do tucunaré, tem regulamentações específicas por Município. Barcelos e Autazes, por exemplo, restringem a pesca no período da desova do peixe, a partir de 15 de novembro.
“O sujeito desembarcar em Manaus, trocar de avião e seguir para Barcelos não tem restrição. Bares e restaurantes no Município, porém, não poderão funcionar. Exceto, para entrega, os restaurantes”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Antony.
Quanto às igrejas evangélicas, a atividade foi regulamentada por decreto da Assembleia Legislativa. A autoria é do pastor e deputado João Luiz. Os templos podem ocupar até 30% da capacidade e o uso de máscara é obrigatório. Seguindo essas regras, o funcionamento está liberado.
O decreto deixa bem claro que as restrições começam no sábado (26/12) e vão até o dia 10/01. A partir daí, segundo fontes do Governo, as autoridades de saúde avaliarão o quadro. As restrições podem ser endurecidas ou abrandadas, dependendo do quadro da pandemia no período.
O governo descartou a possibilidade de lockdown. “Se não fizemos no auge da pandemia, por volta de abril, maio, não faremos agora”, disse o governador Wilson Lima, ao abrir a entrevista coletiva em que anunciou as novas medidas.
Houve protestos, no Centro de Manaus, depois do anúncio. Trabalhadores do comércio querem o funcionamento pleno. Mas se acalmaram ao saber que as vendas do Natal não serão comprometidas, iniciando a restrição somente no dia 26/12.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM) chegou a reunir os associados para emitir nota de protesto, por conta do fechamento de bares e restrição às entregas nos restaurantes. Mas a nota não foi divulgada até agora.