05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Plano de Trabalho que protege crianças e adolescentes ameaçados de morte é assinado

Publicado em 09 de dezembro, 2020

O PPCAAM foi assinado pelo titular da Sejusc, William Abreu, nesta quarta-feira (9). Foto: Raine Luiz/Sejusc/Divulgação

O secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), William Abreu, assinou nesta quarta-feira (9) o Plano de Trabalho para Execução do Programa de Proteção às Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte no Amazonas (PPCAAM). A implantação visa contribuir, por meio de proteção integral, na preservação da vida de crianças e adolescentes que estejam em situação de extrema vulnerabilidade, incluindo socioeducandos e egressos do sistema socioeducativo, bem como seus familiares.

O PPCAAM foi criado em 2003, como uma das estratégias do governo federal para o enfrentamento do tema da letalidade infantojuvenil. Instituído oficialmente em 2007, pelo Decreto 6.231/07, o programa é vinculado à Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, funcionando em 14 estados da federação.

De acordo com o secretário titular da Sejusc, William Abreu, a assinatura do Plano de Trabalho evidencia o comprometimento do Governo do Amazonas no fortalecimento das políticas públicas de direitos humanos. Ele destacou que os recursos para a implementação do programa, orçado em R$ 1.081.438,00, retornaram diversas vezes para Brasília em gestões passadas e que o governador Wilson Lima determinou um esforço conjunto para a efetivação do PPCAAM no Amazonas.

“Quero parabenizar toda a equipe técnica que atendeu ao apelo do governador e fez de tudo para assinarmos o Plano de Trabalho o mais rápido possível”, agradeceu o titular da Sejusc. Ainda sobre o PPCAAM, ele afirmou que o documento proporcionará um atendimento mais célere para as crianças e adolescentes ameaçados de morte.

A secretária executiva de Direitos da Criança e do Adolescente da Sejusc, Edmara Castro, enfatizou que o objetivo é preservar vidas, baseado na proteção integral e na convivência familiar. “Nós temos muitos casos de crianças e adolescentes ameaçados de morte, por serem vítimas ou presenciarem crimes; ou até mesmo socioeducandos que se veem ameaçados devido ao cometimento de um ato infracional. Antes da implementação no Amazonas, a inserção no Programa era muito difícil e demorada, chegando a se esperar meses para que fossem retirados do Estado”, disse.

Trâmites

As portas de entrada para o PPCAAM são o Conselho Tutelar, a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Poder Judiciário. Excepcionalmente, o programa atende jovens de até 21 anos de idade, quando estes são egressos do sistema socioeducativo. Se for necessário, o PPCAAM acolherá também familiares das crianças e adolescentes protegidos com a finalidade de manter o vínculo familiar.

O Plano de Trabalho foi encaminhado para a Secretaria de Fazenda do Estado do Amazonas e, posteriormente, ocorrerá a assinatura do Termo de Fomento junto à Organização da Sociedade Civil que executará o programa.

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