
A oficina on-line é gratuita e aberta a todos os interessados. Foto: Divulgação
A partir das 18h30 desta sexta-feira (4), o projeto “Roque Severino: todo dia morre gente que nem vivia” inicia suas atividades com a Oficina de Criação Teatral por Telepresença, por meio da plataforma Google Meet. O projeto nasceu a partir de um processo de inovação do Núcleo de Arte e Comunidade da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e conta com o apoio do Governo Federal e da Prefeitura de Manaus, por meio do Edital Prêmio Manaus de Conexões Culturais – Lei Aldir Blanc.
A oficina é gratuita e aberta a todos os interessados, em especial para quem tem interesse nas linguagens cênicas e quer experimentar e investigar novas possibilidades de se trabalhar com as artes na web. Os interessados ainda podem realizar suas inscrições pelo Portal Me Ver, pelo link www.mever.com.br.
O projeto “Roque Severino: todo dia morre gente que nem vivia” busca multiplicar, por meio de oficinas de formação, os processos e procedimentos de criação teatral pesquisados e desenvolvidos pela equipe junto a escolas da rede municipal e estadual, comunidades locais, centros de formação artística e companhias amazonenses. Além disso, o projeto tem como objetivo difundir o teatro local mundialmente por meio do ambiente digital.
A segunda atividade realizada pelo projeto será a Oficina de Iniciação Teatral, que será realizada na próxima quarta-feira (9), às 18h30, também por transmissão on-line. A oficina é ministrada por Gislaine Pozzetti, Francenilza Viana, Mariana Libório, Davi Lopes, Victória Muller, Jackeline Monteiro, Ítalo Almeida e Vitor Lima. As inscrições já estão abertas e também podem ser realizadas pelo site www.mever.com.br.
O projeto culmina no espetáculo de mesmo nome, que será transmitido on-line entre 16 e 20 de dezembro. A obra é uma adaptação dos textos “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, e “Berço do Herói”, de Dias Gomes. A montagem conta a história de Santo Roque, herói do exército nacional, morto em combate pela pátria. O mito é ressaltado anualmente quando suas cinzas peregrinam pelas cidades da Amazônia, guardadas em um relicário. Neste ano de pandemia, o seringueiro Severino recebe a missão de realizar a travessia e levar as cinzas do santo herói da cidade de Autazes para a cidade de Terfé: o berço do Herói. E o inesperado acontece: Santo Roque ressuscita.
Experiência
A Oficina de Criação Teatral por Telepresença tem como objetivo compartilhar e repassar a experiência acumulada pela equipe do projeto em dez anos de transmissão de espetáculos e performances teatrais e circenses on-line, explorando as possibilidades das transmissões ao vivo e as características das plataformas virtuais.
“Este é o tema central da oficina, mas também queremos compartilhar nossas experiências, o que a gente já montou, o que a gente já conseguiu fazer, para que possa inspirar outros artistas”, contou um dos ministrantes da oficina, o diretor cênico do espetáculo “Roque Severino”, Guilherme Carvalho, que é também criador do Portal Me Ver, pioneiro em transmissão de espetáculos on-line.
Para Carvalho, que é de Brasília e integrou a equipe do projeto a convite do Núcleo de Arte e Comunidade da UEA, este é o momento de repassar conhecimentos e criar intercâmbio entre grupos e artistas com interesse na mesma área, ou que já tenham um pouco de experiência ou vontade de ter experiências.

O projeto ‘Roque Severino’ vai dar origem a uma peça de teatro adaptada dos textos “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, e “Berço do Herói”, de Dias Gomes. Foto: Divulgação
Os oficineiros responsáveis pela atividade são Amanda Ayres (atriz, coordenadora do Arte e Comunidade e professora de Teatro da UEA), Guilherme Carvalho (diretor da obra e coordenador do Portal Me Ver), Mariana Libório (atriz do grupo Drummond na Parada), Davi Lopes (ator do grupo Drummond na Parada) e Ítalo Almeida (ator do coletivo Os Contadores de Histórias).
“A Oficina de Criação Teatral por Telepresença surge pelo desejo de democratizar o acesso ao fazer da produção artística, neste processo de isolamento, porque a gente compreende que é muito importante trabalhar com a formação de coletivos e compreender maneiras de entender processos coletivos, mantendo todas as formas de prevenção e cuidado com a saúde física e mental e, ao mesmo tempo, descobrindo maneiras de continuar produzindo arte”, ressaltou a coordenadora do projeto, Amanda Ayres, que também é atriz, teatróloga e professora da UEA.