06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Deputado Saullo afirma que trabalho dele na Assembleia é ‘fiscalizar aplicação de recursos públicos’

Publicado em 23 de novembro, 2020

Foto: Reprodução

Após ser apontado como alvo principal da Operação Ponto de Parada, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira (23), o deputado Saullo Vianna se manifestou por meio de suas redes sociais informando que está a disposição das autoridades para ‘colaborar no trabalho de investigações sobre denúncias relacionadas a licitações em Presidente Figueiredo, em 2017’.

“Meu trabalho como parlamentar desde 2019, quando assumi o cargo, inclusive, é fiscalizar a aplicação de recursos públicos e sou muito cioso com essa função” declarou ele. O deputado seria o principal alvo, porém estaria coberto por imunidade parlamentar e foro privilegiado. Mesmo assim, a PF teria conseguido a quebra do sigilo telefônico dele e, a partir daí, obtido os dados para a operação deflagrada nesta segunda.

“Vou procurar me inteirar dos autos para entender o envolvimento do meu nome nessa acusação para que eu transmita as informações necessárias e de forma transparente, como sempre faço, para a sociedade. Continuo firme no meu trabalho de servir ao Amazonas” finalizou Saullo.

Operação

Com o objetivo de desarticular um esquema de desvio de recursos públicos do Programa Nacional de Transporte Escolar (PNATE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), foi deflagrada a ‘Operação Ponto de Parada’ na manhã desta segunda-feira (23), no Amazonas.

A operação conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) que apuram o desvio de R$ 5,7 milhões decorrente de superfaturamento de serviços de transporte escolar e aquisição de combustível no município de Presidente Figueiredo, região metropolitana de Manaus.

Presos

A Operação Ponto de Parada cumpriu  7 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão temporária no município de Manaus (AM). O trabalho conta a participação de quatro servidores da CGU e cerca de 40 policiais federais.

Entre os presos está o presidente do Caprichoso, advogado Jender Lobato. Ele era o presidente da Comissão de Licitação de Presidente Figueiredo, em 2017, e está sendo ouvido, neste momento, na Superintendência da PF.

Outros presos são Rosedilse de Souza Dantas, a Rose, sócia da empresa do deputado estadual Saullo Vianna, principal investigado na operação; Sérgio Rodrigues Vianna, 74, pai de Saullo e ex-presidente do Movimento Marujada, do Boi Caprichoso; e Udsom Maranhão Santos Duarte, engenheiro, que seria funcionário da Prefeitura de Presidente Figueiredo.

Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção passiva, fraude à licitação, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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