05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cobrança de honorários da PGE prejudica Refis no Estado, alerta Serafim  

Publicado em 15 de outubro, 2020

Cobrança de honorários da PGE prejudica Refis no Estado, alerta Serafim   

Para Serafim, a cobrança de honorários, que na maioria das vezes ultrapassa o teto do Supremo Tribunal Federal (STF), pela PGE é uma “afronta à Constituição”. Foto: Marcelo Araújo

O deputado Serafim Corrêa (PSB) chamou atenção, nesta quinta-feira (15/10), para os problemas que as empresas devedoras enfrentam no processo de regularização de dívidas tributárias com o Estado, mesmo com a possibilidade de Refis.

Além do Governo do Amazonas não ter enviado à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o Projeto que autoriza o programa de recuperação fiscal, outro obstáculo é cobrança de 10% sobre essas dívidas pela Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM).

“O Governo do Estado já está autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), desde o dia 2 de setembro, para fazer o Refis. Os outros estados que foram autorizados, juntamente, já fizeram as suas leis, mas a nível de estado do Amazonas, as coisas não andam, as coisas não funcionam”, disse.

Para Serafim, a cobrança de honorários, que na maioria das vezes ultrapassa o teto do Supremo Tribunal Federal (STF), pela PGE é uma “afronta à Constituição”.

“Aquilo é uma barreira para qualquer empresário se regularizar. Quando o empresário chega lá (PGE), eles dizem que têm que pagar 10% dos honorários que vai direto para a Associação. O Supremo diz que esses procuradores podem ganhar honorários, mas até o teto do Supremo quando somados com os seus vencimentos. Nenhum procurador ganha menos de R$ 39 mil”, esclareceu o deputado.

Segundo o líder do PSB na Casa Legislativa, enquanto o Governo do Estado não intervir na situação e enviar um projeto proibindo a prática da PGE, o que considera uma afronta aos comerciantes e aos industriais, as empresas continuarão na “mesmice”.

“Enquanto o governo não quiser enxergar que ele tem um obstáculo contra ele próprio, que ao invés de ajudar, atrapalha, nós não vamos sair dessa mesmice. Vejo o empresariado acuado, com medo de brigar com a PGE, que com essa postura inconstitucional e está complicando a vida do Governo do Estado. Não bastam as complicações que o Governo já tem, e não são poucas, e o Governo aumenta ainda mais, porque ele não quer mexer com aquilo que está errado”, concluiu.

 

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