
Dos 11 candidatos a prefeito de Manaus, Justiça já deferiu 5 candidaturas. Foto: Divulgação
Até esta quinta-feira (8), a Justiça Eleitoral havia deferido os pedidos de registro de candidatura de cinco chapas concorrentes à eleição para prefeito de Manaus. Ainda aguardam julgamento outras 6 coligações e siglas.
Entre os deferidos estão a chapa puro-sangue do PSTU, de Gilberto Vasconcelos da Silva, professor e presidente da sigla; do ex-governador Amazonino Mendes (Podemos); do ex-superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Coronel Menezes (Patriota); do deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos); e do empresário Romero Reis (Novo).
Ainda aguardam julgamento as coligações e candidaturas de David Almeida (Avante); do ex-prefeito Alfredo Nascimento (PL); do “homem da Kombi” José Ricardo (PT); além do deputado estadual e empresário Ricardo Nicolau (PSD), do vereador Chico Preto (Democracia Cristã), e do advogado Marcelo Amil (PCdoB).
O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) confirmou no dia 1° que pediu a impugnação de registro de Chico Preto. O político acusou o MPE de agir com “viés persecutório”. No pedido, o MP diz, ainda, que Chico Preto está inelegível por oito anos, a contar de 2017.
Conforme o MPE, o promotor eleitoral Francisco Lázaro de Morais Campos, da 1ª Zona Eleitoral, propôs uma ação de impugnação de registro de candidatura “junto ao Juízo Eleitoral Presidente do Pleito na cidade de Manaus”. O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) é o órgão responsável por analisar os pedidos de impugnação propostos pelo MP Eleitoral.
Na ação, MPE sustenta que o candidato está inelegível, “haja vista que foi condenado por conduta vedada nos autos do Processo TRE/AM nº 2237- 2.2014.6.04.0000, em decisão colegiada publicada em 11/07/2017, a qual somente não aplicou a cassação de diploma em razão da não eleição do Requerente na disputa de cargo majoritário naquela oportunidade, conforme expressamente consignado na decisão”.
O órgão se refere ao caso do envolvendo o assassinato do sargento José Cláudio da Silva, o ‘Caju’, morto a tiros em 2014 enquanto estava a serviço de Chico Preto.
O candidato disse que o Ministério Público usou como base uma questão judicial resolvida em 2017. “O episódio utilizado como justificativa é o assassinato do sargento José Cláudio da Silva, o Caju, amigo de longa data do então deputado Chico Preto e sua família”, afirma a nota.
No texto, a assessoria do político relembra o caso, afirmando que “o sargento foi assassinado por dois criminosos enquanto acompanhava a esposa de Chico Preto, na condição de amigo próximo da família”.