
Vacina da Sinovac contra coronavírus se mostra segura, diz Doria. Foto: Divulgação
A vacina contra a Covid-19 criada pelo laboratório chinês Sinovac, conhecida como “Coronavac”, mostrou-se segura em seu teste da fase 3, que envolveu 50 mil voluntários na China. O imunizante é produzido em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.
A informação foi apresentada nesta quarta-feira 23 pelo governador João Doria (PSDB).
Representantes afirmam que quase 95% dos voluntários no país asiático não apresentaram efeitos adversos. Segundo o estudo chinês, apenas 5,36% apresentaram efeitos adversos, como dor no local de aplicação (3,08%), fadiga (1,53%) e febre (0,21%).
A partir das 67.260 doses aplicadas, o estudo concluiu “excelente perfil de segurança”. No Brasil, até agora foram 6 mil homens e mulheres testados com a vacina chinesa, também sem efeitos adversos. A Coronavac ainda induziu a produção de anticorpos em 98% dos voluntários.
Outros dez países sediam testes da vacina. No Brasil, a vacinação só ocorrerá se for comprovada a eficácia da imunização contra a Covid-19.
É atualmente uma das vacinas mais promissoras em desenvolvimento para a Covid-19. No início de setembro, o estudo clínico com a vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em colaboração com a Universidade de Oxford, chegou a ser suspenso por alguns dias após um voluntário ter apresentado um sintoma grave neurológico ao longo dos testes.
O Butantan criou uma logística que o faz estar preparado para o momento em que os resultados finais sobre a eficácia do imunizante estiverem prontos.
A previsão é que na primeira quinzena de outubro cheguem da China 11 milhões de doses ao instituto. Destas, 5 milhões estarão já envazadas e mais 6 milhões serão processadas aqui.
Mais cerca de 40 milhões de doses estão previstas para chegar até dezembro. Até fevereiro, serão 60 milhões no total.
A produção da CoronaVac deverá crescer exponencialmente. Uma das empresas mais ricas do planeta, a chinesa Alibaba, anunciou que investirá nos estudos do imunizante.
