Um cabo de para-raios que se partiu, por razões ainda não explicadas, provocou o quinto blecaute de Manaus este ano, depois de outros quatro ocorridos em janeiro, março, setembro e outubro. O corte geral de energia ocorreu entre as 13h23 e as 16h. Os Municípios de Manacapuru, Iranduba, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, interligados ao sistema da capital, também foram afetados.

Soldado da Polícia Militar tenta disciplinar o trânsito, numa esquina da avenida Brasil, bem em frente à sede da Prefeitura de Manaus
Os semáforos pararam de funcionar e o trânsito ficou o caos. Soldados da Polícia Militar, subordinada ao Governo do Estado, tiveram que ir para as ruas, cumprindo o papel de agentes do Manaustrans, órgão da Prefeitura Municipal, para ajudar a disciplinar o fluxo de veículos.
As operadoras de telefonia Tim e Vivo e o sistema de Internet da Net pararam de funcionar durante praticamente todo o intervalo do corte de energia. A volta se deu lentamente.
O diretor de distribuição de Manaus, Tarciso Rosas, está nos Estados Unidos, na fábrica da Siemens, acertando a compra de turbinas para a nova usina de Mauá, no bairro Mauazinho, em fase de construção. Responde pela Amazonas Energia o diretor de distribuição do interior, Radir Oliveira. “O bom é que o tempo de retorno diminuiu para três horas”, disse Radir, referindo-se às mais de 24 horas – em alguns casos 48 horas – de intervalo ocorrido no último apagão, provocado por temporal.
O cabo se rompeu na usina de Mauá, responsável por 46% do abastecimento de Manaus, e provocou a queda de todo o sistema, que é interligado. Até que tudo fosse reparado e os 222 alimentadores da cidade voltassem a ser energizados transcorreram as três horas do apagão.
“A solução para Manaus é esta mesmo que estamos fazendo, linhão de Tucuruí, interligação do sistema e outras obras, como a usina de Mauá”, disse Tarciso Rosas. Ele também comemorou o menor intervalo entre o blecaute e a normalização no fornecimento de energia.