
Integrante de facção e miliciano, ‘Ney Gordo’ morre em hospital após 8 meses internado. Foto: Arquivo
O miliciano e integrante da facção criminosa Família do Norte (FDN), Franciney Sevalho do Remédio, conhecido como “Ney Gordo“, morreu na noite desta quinta-feira (28), após quase 8 meses internado no Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, zona Leste de Manaus. Ney deu entrada na unidade hospitalar no dia 31 de janeiro, quando foi baleado durante uma operação da Polícia Civil deflagrada no bairro Cidade de Deus, zona Norte.
De acordo com familiares, durante o período em que esteve internado, Ney Gordo passou por pelo menos seis cirurgias, além ter perdido parte do intestino. Já bastante debilitado, na noite desta quinta-feira, ele acabou tendo um infarto, não resistiu e morreu.
Segundo a polícia, Franciney Sevalho era apontado como um dos líderes de uma facção criminosa FDN. Ney atuava nas invasões Monte Horebe, Itaporanga, ambas na zona Norte, e, também, na ocupação Coliseu, na zona Leste da cidade. A prisão foi efetuada por policiais civis da 2ª Seccional Norte e 5ª Seccional Centro-Sul, que cumpriram mandado de prisão temporária em nome de Franciney. Ele respondia processo no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) por porte ilegal de arma de fogo.
“Ney Gordo” era investigado por envolvimento com o tráfico de drogas, extorsão, milícia privada, além de vendas irregulares de terras em invasões na capital e era um dos alvos das operações “Domínio da Lei”, deflagradas por órgãos da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Nessas ações da polícia foram realizadas incursões policiais de grande porte, em ocupações irregulares de terras em Manaus, com intuito de reprimir o tráfico de drogas.
Enquanto esteve internado, Franciney foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e associação criminosa.
Em razão do mandado de prisão, Franciney também chegou a ser indiciado por homicídio, organização criminosa, constituição de milícia e tráfico de drogas. Em decorrência disso, PMs faziam a guarda Ney no hospital. A polícia aguardava ele receber alta hospitalar para ser conduzido a uma unidade prisional. O corpo do miliciano foi removido para uma funerária na capital.
Reportagem: David Batista