04/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Fraude no auxílio emergencial pode ter 321 com mandados de prisão no Amazonas

Publicado em 29 de junho, 2020

Fraude no auxílio emergencial pode ter 321 com mandados de prisão no Amazonas. Foto: Divulgação

A operação ‘Afronta ao Auxílio’ já identificou 321 pessoas envolvidas em fraudes no auxílio emergencial no Amazonas. Esses beneficiários podem estar com mandados de prisão em aberto e, por esse motivo, não têm direito ao benefício. Até o momento, órgãos de segurança do Estado prenderam 28 pessoas, entre homicidas e traficantes, que receberam o benefício indevidamente. O auxílio emergencial está sendo pago pelo governo federal a pessoas que perderam renda durante a pandemia da Covid-19.

Nesta segunda-feira (29/6), a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) realizou uma coletiva de imprensa para divulgar informações sobre a operação ‘Afronta ao Auxílio’. No estado, as investigações foram conduzidas pela Secretaria Executiva de Inteligência da SSP e pela Polícia Civil (PC-AM).

Desde a segunda-feira da semana passada, a operação vem efetuando prisões. Até agora, 28 pessoas, que tinham mandados de prisão em aberto por homicídios ou tráfico de drogas, foram presas no Amazonas. Os investigadores chegaram a essas pessoas a partir dos endereços cadastrados no sistema da Caixa Econômica Federal (CEF).

A polícia analisou uma lista com 559 nomes de pessoas que tiveram o benefício aprovado no Amazonas. A relação foi enviada pela Controladoria Geral da União (CGU), que também encaminhou listas a outros estados.

A investigação confirmou que, desses 559 beneficiários, 321 estão irregulares. De acordo com a SSP-AM, trata-se de pessoas cadastradas para receber o auxílio emergencial e que, possivelmente, têm mandado de prisão em aberto.

Para evitar prisões

O secretário de segurança, coronel Louismar Bonates, titular da SSP, afirmou que a operação continua e mais prisões podem ocorrer. “É um absurdo que essas pessoas envolvidas com o crime estejam nessa relação recebendo esse auxílio do governo. E nós estamos aqui para dar apoio à CGU para que essas pessoas possam devolver o dinheiro e não sejam novamente incluídas nesse trabalho”, ressaltou.

De acordo com a delegada-geral, Emília Ferraz, os órgãos de segurança decidiram divulgar informações sobre a operação para alertar que outras pessoas que estejam recebendo o auxílio indevidamente procurem logo a polícia.

“O nosso objetivo de vir hoje abrir essa operação para a imprensa é para que as outras pessoas que estejam de forma irregular e que não queiram ser presas elas já façam o seu descadastramento, já devolvam o que receberam irregular e acabem isso, porque, se não, a gente vai fazer”, alertou a delegada, durante a coletiva de imprensa desta segunda-feira.

Auxílio emergencial

O auxílio é um benefício do governo no valor de R$ 600 (que pode chegar a R$ 1.200 para mulheres chefes de família) destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

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