03/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Beneficiado pelo auxílio estuprou neta e se escondeu da Justiça mineira em Coari

Publicado em 29 de junho, 2020

Beneficiado pelo auxílio estuprou neta

Beneficiado pelo auxílio (foto) estuprou neta e fugia da polícia mineira desde 2017

Um idoso de 68 anos, com mandado de prisão expedido em Uberlândia (MG), foi preso em Coari, quinta-feira (25/06). Ele estava sendo procurado pelo estupro da própria neta e, mesmo assim, pediu o Auxílio Emergencial do Governo Federal para a pandemia. I.C.O. (usamos as iniciais para não expor a neta) tem esse mandado de prisão em aberto desde 2017.

O juiz de Coari, Fábio Lopes Alfaia, oficiou à 3ª Vara da Comarca de Uberlândia, onde o mandado foi expedido, pedindo transferência do preso. “Ele é idoso e corre sério risco de morte no presídio”, afirma.

 

Fraude no auxílio

A prisão de I.C.O. não está inclusa na operação da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) “Fraude no auxílio“. São 32 outros mandados de prisão que estavam abertos, todos da Justiça do Amazonas. E os envolvidos também pediram o auxílio emergencial do governo. O dinheiro, R$ 600, já está sendo liberado na terceira parcela, para diminuir o sofrimento dos mais vulneráveis à pandemia de Covid-19.

A operação policial iniciou na segunda passada (22/06) e teve a fase principal nesta segunda (29/06). Quatro dos 32 mandados ficaram em aberto e somente 28 dos “beneficiários” foram localizados e presos. A investigação vai prosseguir, até que todos os mandados sejam cumpridos, afirma a SSP-AM.

I.C.O. e todos os demais que têm mandado de prisão em aberto são cadastrados no Banco Nacional de Monitoramento de Prisão (BNMP). Ocorre que, ao fazer o cadastro no auxílio emergencial do Governo Federal, todos tiveram que fazer a identificação. Não contavam que as autoridades fossem efetuar o cruzamento com os nomes constantes no BNMP.

O cruzamento é ainda mais fácil devido aos mecanismos informatizados. Uma lista é confrontada com a outra, a partir dos nomes e outros dados, resultando na descoberta de criminosos.

A prisão de I.C.O. foi cumprida pela equipe do investigador Léo André Guimarães de Oliveira. Ele é o atual responsável pela Delegacia Interativa de Coari (DIP), na ausência do delegado titular José Afonso Barradas Junior.

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