Fiquei curioso com o assunto da pintura e demarcação viária nas ruas de Manaus com a utilização de material incorreto que não resiste às chuvas e ao próprio trânsito.
Tal assunto foi objeto de comentários no CBN Manaus de 17 e 18.10.
Existem várias normas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sobre o assunto, com a aplicação de microesferas de vidro reflexivas.
A Prefeitura de Belo Horizonte possui inclusive um excelente manual técnico sobre o assunto, disponível na Internet e facilmente encontrável pelo Google.
Realmente o que falta em Manaus é seriedade.
Arivan de Carvalho Nunes
RESPOSTA:
O assunto foi levantado por mim, a partir da constatação de que a velocidade média do tráfego na avenida Torquato Tapajós, trecho entre a entrada da Cidade Nova e a Rodoviária, é de 10 km/hora. Há várias razões, segundo técnicos que ouvi e pelo que vi, há duas razões básicas para isso, além dos problemas viários característicos da cidade: caminhões e ônibus circulando em todas as pistas e trocando de faixas indiscriminadamente; falta de faixas de circulação de veículos.
Foi quando um ouvinte ligou para dizer que as faixas desaparecem tão rapidamente que aparentam ter sido pintadas com cal. Minha opinião é que a falta de manutenção é tão gritante que todos têm o direito de ter essa impressão mesmo.
Não dá para uma cidade como Manaus, com orçamento de mais de R$ 3 bilhões/ano, se dar ao luxo de ter uma avenida como a Torquato Tapajós, passagem quase obrigatória de quem vem ou vai para o aeroporto “internacional” Eduardo Gomes, sem a pintura das faixas horizontais. Aquilo vira um mar de desorganização na hora do rush ou mesmo fora dele.
Como é que o agente de trânsito vai multar alguém que dirige em ziguezague, se não há faixa para dizer por onde ele deve trafegar?