Era um tempo em que as gravações eram feitas em fita. Ninguém vai notar, mas minha voz está aí por baixo, com a do Arlindo Júnior, Marquinho (tripa) e Rei. As gravações dos bumbás (ambos) eram feitas no chapéu de palha da Associação Comercial de Parintins. O Mauro Flávio colocava alguns microfones (um só para uns 30 cantarem, no vocal, eu no meio) e um para cada instrumento. Não tinha nada de parede para separação de som, nem mixagem. A captação era direta, sem corte. Errou, começa de novo. E salve-se quem puder. Deu um trabalhão para encontrar. O arquivo (espetacular) é do Marcelo Amil.
Essa toada foi feita pelo Carlinhos Pato, querido amigo, grande boêmio, figura estimada por todos os parintinenses da época, filho do grande levantador mestre Zazá. Ela marca uma mudança de postura do Caprichoso, que estava numa época muito “romance de toada”, insistindo em ritmo que derrubava a torcida. Marca uma era. Nesse ano, 1989, o segundo do Arlindo no bumbá, foi meu terceiro e último dessa série como apresentador – os outros foram 1981 e 1982, ao lado de meu saudoso irmão e ex-presidente do azul e branco, Rubem dos Santos.
Ah, ia esquecendo. No Twitter, a @ismaliacastro postou os versos. E essa torrente de recordações me veio à memória.
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