
Tefé é a primeira cidade do Amazonas a decretar lockdown pelo Covid-19. Foto: Divulgação
Começa nesta terça-feira (5) o lockdown no município de Tefé. A situação foi anunciada pela Prefeitura Municipal nesta segunda-feira (4). Esta é a primeira cidade do Amazonas a decretar a situação.
O lockdown começará amanhã pelo período das 15h às 6h e não tem limite de data. A situação foi decidida através do Comitê de Crise e Enfrentamento do Covid-19, em reunião com as instituições que compõem o mesmo.
O chamado lockdown é o bloqueio de todas as atividades não essenciais e uma das “medidas não farmacológicas” recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), diante da indisponibilidade, até o momento, de medicamentos e vacinas específicas que curem e impeçam a transmissão do coronavírus.
Em Tefé, o bloqueio irá abranger estabelecimentos comerciais, trânsito, pedestres e instituições financeiras e lotéricas. Poderão transitar apenas os funcionários e instituições que estão diretamente atuando em combate os Covid-19. Ainda não há informações sobre o que ocorrerá com aqueles que não respeitarem a decisão, se sofrerão aplicação de multas ou alguma sanção.
A cidade já possui 76 casos confirmados do novo coronavírus e 7 óbitos. Ainda há 44 pessoas com suspeitas de doença, 15 internados no hospital da cidade e dois fora do período de transmissão.
Tal medida, como o distanciamento social, etiqueta respiratória e de higienização das mãos são, de acordo com os órgãos de saúde, “as únicas e mais eficientes medidas no combate à pandemia”.
A quarentena é uma das formas pelas quais podemos chamar o período de isolamento social. A definição do termo quarentena está na Portaria nº 356/2020 do Ministério da Saúde. A medida tem como objetivo garantir a manutenção dos serviços de saúde em local certo e determinado.
Para adoção da quarentena é necessária a publicação de ato administrativo formal (lei, decreto, portaria) e ampla divulgação pelos meios de comunicação.
O lockdown é o bloqueio total e não se trata de uma mera recomendação, mas sim de uma imposição determinada por lei ou por decisão judicial.
Esse é o nível mais alto de segurança e pode ser necessário em situação de grave ameaça ao sistema de saúde. Todas as entradas do perímetro determinado (cidade, estado ou país) são bloqueadas por profissionais de segurança e ninguém tem permissão de entrar ou sair.
Além da proibição de circulação, todas as atividades ficam interrompidas, ainda que por curto período de tempo. O lockdown é eficaz para reduzir da curva de casos e dar tempo para reorganização do sistema em situação de aceleração descontrolada de casos da doença e de óbitos. Segundo o Ministério da Saúde, “países que implementaram, conseguiram sair mais rápido do momento mais crítico”.
Em Wuhan, na China, considerada o “marco zero” do novo coronavírus, houve o fechamento total. Entre 23 de janeiro e 8 de abril, ninguém podia entrar ou sair dela sem autorização expressa do governo.
A província de Hubei chegou a ter 97% das mortes pela COVID-19 do mundo, mas, após o lockdown, o local praticamente zerou o número de casos novos da doença.
Reportagem: Fabrinne Guimarães