
Reféns falam que presos querem direitos humanos e imprensa e que estão bem. Veja vídeos. Fotos: Reprodução
Agentes penitenciários feitos de refém durante a rebelião na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) aparecem em vídeos gravados pelo próprios rebelados neste sábado (2), falando que estão bem e quais são as exigências dos detentos. “Somos pai de família, eles também têm filhos. Nessa hora todo mundo quer viver. Graças a Deus estamos bem”, disse um dos reféns.
Eles pedem a presença do juiz da Vara de Execução Penal, Carlos Valois, do presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Epitácio Almeida, e do ex-secretário de Segurança Pública, coronel Amadeu Soares.
Em um outro vídeo, um outro agente penitenciário disse que levou um tiro, mas que não teria sido dos presos, que não estariam armados. “Eles querem reivindicar os benefícios deles”. Outro agente, identificado como Gutemberg, completa que os rebelados estão pedindo os seus direitos e repete que estão bem.
Um agente com camisa azul da Umanizzare pede “pelo amor de Deus para liberaram a presença do Valois para falar com eles”, em outra gravação feita e viralizada nas redes sociais.
Segundo informações preliminares, os detentos revoltados atearam fogo em colchões e estariam fazendo a ameaça de um massacre. Um grupo está no telhado da unidade, retirando telhas e jogando em direção aos policiais. Eles gritam o nome da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e reivindicam direitos. Também pediram a presença de algum representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM).
No momento, sete agentes estão em poder dos detentos. Eles exigem a presença da imprensa e dos direitos humanos. Não há informações sobre mortos.
Entre as exigências dos presos estão melhorias na unidade e o pedido de saída do titular da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), coronel Vinícius Almeida. Eles reclamam também de falta de energia, aglomeração e melhores condições de limpeza, além de informarem que não tem remédio para doentes e que “tem gente morrendo”.
Os presos estariam tomando o controle do presídio e ameaçando outros pavilhões. Nas imagens, é possível ouvir gritos e muita fumaça vindo da unidade.
Em nota, a Seap informa que internos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) iniciaram uma rebelião por volta das 6h deste sábado (02/05).
O Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) e forças de segurança da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) – Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Comando de Operações Especiais (COE), Batalhão de Choque, Companhia de Cães – estão no local e já iniciaram as negociações.
A rebelião teve início durante a entrega do café da manhã, quando internos serraram a grade de duas celas e fizeram os agentes de socialização de reféns.
No momento, sete agentes estão em poder dos detentos. Eles exigem a presença da imprensa e dos direitos humanos. Não há informações sobre mortos.


